
25 de agosto é o Dia do Soldado Brasileiro. Atualmente vivemos tempos de relativismo, em que tudo é contestado, diminuído, inclusive o valor – e a necessidade – do soldado em uma nação.
Ao mesmo tempo reclamamos segurança, paz, tranquilidade, o que não se mantém sem que haja o soldado bem treinado em sua função de defesa do país contra ameaças extyernas ou internas. Por isso, não acredite quando lhe disserem que o Brasil não precisa de ter Exército, Marinha, Aeronáutica, pois os tempos em que vivemos são outros… Outros?! Como?! Se o ser humano é o mesmo?! Mais do que nunca precisamos das nossas Forças Armadas, especialmente em um país como o Brasil, que possui fronteiras tão grandes, assim como uma área de costas oceânicas e extensão tão considerável.
Desejamos, sim, a paz! Mas que nossa Pátria esteja segura, dotada de soldados e equipamentois suficientes para manter sua soberania e dissuadir qualquer ataque. Para enfrentar forças externas, como ocorreu na Guerra do Paraguai ou durante a Segunda Guerra Mundial, em que navios brasileiros foram atacados quando viajavam em águas pertencentes ao Brasil. E com quanta bravura lutaram nossos soldados!!
Em Barreiras, é estimulante a história do nosso primeiro médico, Dr. Augusto César Torres: havendo concluído o curso de Medicina quando começou a guerra do Paraguai, ele, sem colar grau (formatura), alistou-se e, como médico, participou de toda a guerra. Ao retornar, teve dificuldade em obter seu diploma, o que só conseguiu por intermédio do Imperador, D. Pedro II. Seu Diploma acha-se no Museu de Barreiras e você pode vê-lo. Dr. Augusto foi um dos fundadores de Brreiras e sua atuação em nossa terra marcou a história. Na Segunda Guerra tivemos dois barreirenses que foram para a Itália: Eurípedes Pamplona e Aracy Arnaud Sampaio, que se alistou como enfermeira.
No decorrer da história de Barreiras tivemos a participação do 4º Batalhão de Engenharia e Construção, 4º BEC, que aqui chegou em 1972 e ainda permanece em nossa terra, prestando relevantes serviços de Engenharia, entre os quais a construção das estradas que tiraram Barreiras do isolamento, da condição de ilha, aonde só se chegava de navio ou de avião. A vinda, para cá, do 4º BEC talvez seja o fato mais importante da história de Barreiras, pois, sem as estradas, como se desenvolveria a Agricultura em nossos imensos cerrados? Como viriam os tratores e outros maquinários?
Do ponto de vista da Polícia, recebemos, algum tempo após a emancipação, os oficiais que haviam lutado na Guerra de Canudos, Rodolfo Castelo Branco e Antônio Pamplona, que também marcaram a nossa história, do ponto de vista da segurança. Rodolfo Castelo Branco foi Delegado de Barreiras e uma espécie de Delegado regional para toda a área por mias de vinte anos, aqui deixando escrita uma história de ordem segurança e paz. Ambos fundaram famílias, que perpetuam, entre nós, seus sobrenomes.
Que os soldados brasileiros continuem sua trilha de bravura e serviço à Patria, até a outras Pátrias, como os componentes do 4º BEC que foram servir no Haiti e para lá levaram seus conhecimentos e serviços em engenharia e em manutenção da ordem e segurança.
Homenageamos todos os nossos soldados, regozijando-nos ainda, porque dentre eles existen já tantas mulheres!