dez 01 2011

Como fazer um museu histórico?

Barreiras sedia a primeira oficina regional de documentação de museus

Desde que nosso conterrâneo, o baiano Gilberto Gil foi titular do Ministério da Cultura, ele se empenhou em divulgar um novo conceito de museu. Antes considerado como a casa das musas, da beleza sublime de quadros e outras maravilhosas obras de arte, sem abandonar, claro, esse conceito, outra ideia passou a surgir, ao pensarmos em museu: a casa da cidadania, o museu histórico que até as pequenas cidades podem ter, retratando a sua origem, seus fundadores, a cultura popular e a vida de seus habitantes. Um lugar privilegiado pelas lembranças das pessoas, que ali também se retratam e onde se  sentem pertencer. O museu histórico que desperte na criança, no jovem, em todos que o visitem um forte senso de identidade, ao reconhecer que são uma parte importante, uma continuidade daqueles que ali estão representados através de suas fotos, objetos, documentos, vida cultural, econômica, religiosa…

Em vista disso, a Diretoria de Museus – Dimus – do IPAC, pertencente à Secretaria Estadual de Cultura, em Salvador, vem se empenhando em divulgar essa tão enriquecedora ideia de museus em todo o Estado, visando levá-la às cidades do interior, em cada um dos nossos territótios de identidade. Leia o artigo completo

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nov 08 2011

Origem do nome de Barreiras

Publicado por Ignez Pitta em História


As pessoas sempre perguntam: como uma cidade que oferece tantas oportunidades, a ponto de estar continuamente recebendo imigrantes (desde sua fundação, no ciclo migratório da borracha, a partir de 1870,  até nossos dias), pode se chamar Barreiras?! Barreiras não é aquilo que barra, que impede? Quais são, afinal, essas barreiras, tão poderosas que suplantaram o nome inicial, São João? Afinal, o que é que essas barreiras barram?

Para compreender, olhe a foto acima: elas barram a navegação, pois  são barreiras de pedras à flor d’água, dentro do rio Grande, que fica até parecendo o rio de Ondas; inclusive faz o mesmo som, que, de longe, já se escuta. E barram totalmente a passagem de um navio, exceto canoas muito estreitas.

A navagação pelo rio Grande, afluente do São Francisco, era o fator mais importante do progresso local, desde a fundação de Barreiras, até a década de 1970, quando o 4º BEC se instalou aqui para fazer as estradas. Antes disso Barreiras era ilha: aqui só se chegava de barco ou de avião!  Leia o artigo completo

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nov 08 2011

O que é essencial

Toda a região Oeste festejou, com razão, a assinatura, pela Presidente Dilma, da criação da Universidade do Oeste da Bahia. Pessoas disseram: já temos aqui os cursos de Engenharia, com a UFBA, agora, com certeza, virá Medicina e afins, que são também essenciais. Viva! Que os anjos digam amém e venham logo as ciências médicas. Mas… só essas áreas são essenciais?

E as artes plásticas, a música, o teatro? Já diz a Bíblia: não só de pão vive o homem. E a nossa região está pobre de alma, de cursos universitários que privilegiem também o espírito, a sensibilidade, ou como lá quer que se chame a parte humana que aprecia e produz as atividades artísticas.

Logo no comecinho de Barreiras, pouco tempo após o município ser fundado, já existiam aqui atividades teatrais e de música, lideradas pela família Sampaio, principalmente pelo poeta Alfredo Sampaio e pelo maestro e compositor Antônio Sampaio. Em Barreiras havia o Grêmio Rui Barbosa, em cujas reuniões se estudavam textos e poemas de grandes autores, ao tempo em que os participantes eram convidados a ler suas produções. Os jornais semanais publicavam, além das notícias, textos literários  variados. Apresentações musicais e teatrais levavam à cena, no Cine Teatro Ideal (de que ainda existe o prédio, com o lindo palco) obras escritas por barreirenses, natos ou de adoção. Leia o artigo completo

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ago 25 2011

Dia do Soldado

25 de agosto é o Dia do Soldado Brasileiro. Atualmente vivemos tempos de relativismo, em que tudo é contestado, diminuído, inclusive o valor – e a necessidade – do soldado em uma nação.

Ao mesmo tempo reclamamos segurança, paz, tranquilidade, o que não se mantém sem que haja o soldado bem treinado em sua função de defesa do país contra ameaças extyernas ou internas. Por isso, não acredite quando lhe disserem que o Brasil não precisa de ter Exército, Marinha, Aeronáutica, pois os tempos em que vivemos são outros… Outros?! Como?! Se o ser humano é o mesmo?! Mais do que nunca precisamos das nossas Forças Armadas, especialmente em um país como o Brasil, que possui fronteiras tão grandes, assim como uma área de costas oceânicas e extensão tão considerável.

Desejamos, sim, a paz! Mas que nossa Pátria esteja segura, dotada de soldados e equipamentois suficientes para manter sua soberania e dissuadir qualquer ataque. Para enfrentar forças externas, como ocorreu na Guerra do Paraguai ou durante a Segunda Guerra Mundial, em que navios brasileiros foram atacados quando viajavam em águas pertencentes ao Brasil. E com quanta bravura lutaram nossos soldados!!

Em Barreiras, é estimulante a história do nosso primeiro médico, Dr. Augusto César Torres: havendo concluído o curso de Medicina quando começou a guerra do Paraguai, ele, sem colar grau (formatura), alistou-se e, como médico, participou de toda a guerra. Ao retornar, teve dificuldade em obter seu diploma, o que só conseguiu por intermédio do Imperador, D. Pedro II. Seu Diploma acha-se no Museu de Barreiras e você pode vê-lo. Dr. Augusto foi um dos fundadores de Brreiras e sua atuação em nossa terra marcou a história. Na Segunda Guerra tivemos dois barreirenses que foram para a Itália: Eurípedes Pamplona e Aracy Arnaud Sampaio, que se alistou como enfermeira.

No decorrer da história de Barreiras tivemos a participação do 4º Batalhão de Engenharia e Construção, 4º BEC, que aqui chegou em 1972 e ainda permanece em nossa terra, prestando relevantes serviços de Engenharia, entre os quais a construção das estradas que tiraram Barreiras do isolamento, da condição de ilha, aonde só se chegava de navio ou de avião. A vinda, para cá, do 4º BEC talvez seja o fato mais importante da história de Barreiras, pois, sem as estradas, como se desenvolveria a Agricultura em nossos imensos cerrados? Como viriam os tratores e outros maquinários?

Do ponto de vista da Polícia, recebemos, algum tempo após a emancipação, os oficiais que haviam lutado na Guerra de Canudos, Rodolfo Castelo Branco e Antônio Pamplona, que também marcaram a nossa história, do ponto de vista da segurança. Rodolfo Castelo Branco foi Delegado de Barreiras e uma espécie de Delegado regional para toda a área por mias de vinte anos, aqui deixando escrita uma história de ordem segurança e paz. Ambos fundaram famílias, que perpetuam, entre nós, seus sobrenomes.

Que os soldados brasileiros continuem sua trilha de bravura e serviço à Patria, até a outras Pátrias, como os componentes do 4º BEC que foram servir no Haiti e para lá levaram seus conhecimentos e serviços em engenharia e em manutenção da ordem e segurança.

Homenageamos todos os nossos soldados, regozijando-nos ainda, porque dentre eles existen já tantas mulheres!

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ago 11 2011

Universidade do Oeste da Bahia

Hoje, 9 de agosto, os barreirenses fomos brindados, através do jornal local da TV Oeste, com a notícia do encaminhamento para a criação da Universidade do Oeste da Bahia, que receberá amanhã a assinatura da Presidente Dilma. Conforme foi anunciado, a sede vai ser em Barreiras, havendo também a instalação de campi em Barra, Bom Jeus da Lapa e Luís Eduardo Magalhães. Serão tomadas providências para a organização e agilização dos campi, esperando-se que estejam viabilizados em seis meses.

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jul 04 2011

Cantinho do Senhor dos Aflitos

2 de julho, dia da independência da Bahia, é também o da romaria e festa do Senhor dos Aflitos, em Barreiras. Situado à margem de uma linda curva do rio Branco, dezoito km ao norte de Barreiras, o Cantinho é, desde tempos imemoriais, lugar de fé e de esperança para os barreirenses, que apelam ao Senhor dos Aflitos (Jesus Cristo crucificado), recordado por uma bela e antiga imagem.

Ao Senhor dos Aflitos se dirigem em orações e súplicas diante das mais diversas dores e dificuldades, recorrendo a Cristo, em sua aflição. Sentem-se escutados e atendidos e vão, durante todo o ano, até o Cantinho, buscando a revelação da presença de Deus em suas vidas, pedir ou agradecer as graças alcançadas. Também pedem a vinda da chuva, quando a seca ameaça as lavouras, no segundo semestrte, e vão ao cantimho buscar a imagem de Cristo, em seu momento de dor na crucificação, percorrendo com ela as ruas de Barreiras, povoados, como Arraial da Penha e outros da zona rural. Quando a imagem do Senhor dos Aflitos se aproxima de Barreirinhas, cercada pelos fiéis, que oferecem o sacrifício da caminhada e das preces e cantos, a chuva cai! E são nove dias de novenas, cânticos e súplicas, que são sempre atendidos.

Este ano de 2011 o Bispo de Barreiras, D. Josafá Menezes, participou piedosamente da romaria, tomando parte nos louvores, orações, cânticos da sua comunidade, dando-lhe um edificante exemplo de fé. Também celebrou a missa solene no Cantinho, comparando esse lugar retirado ao Monte Tabor, onde, como num cantinho, os Evangelhos relatam que Jesus conduziu alguns Apóstolos, revelando-lhes sua face divina e ainda a presença de Moisés e Elias. Essa leitura evangélica da missa, cantada e festiva, posta como metáfora da nossa devoção ao Senhor dos Aflitos, no Cantinho, comoveu todos os fiéis, que se sentiram chamados por Deus a um cantinho de fé, onde pudessem sentir sua presença e assistir à revelação de sua glória!

Após a missa, D. Josafá conduziu os seus fiéis diocesanos, que haviam acorrido ao Cantinho em grande número, para realizarem um procissão solene, com a imagem sagrada do Crucificado.

A Prefeitura de Barreiras montou, como em outros anos, uma bela e apropriada estrutura para a solenidade, visto que a Igreja do Senhor dos Aflitos é pequena para tantos fiéis, da zona urbana e rural.

***

Saiba mais:

De acordo com o padre Geraldo Lang,  a imagem do Senhor dos Aflitos chegou ao Brasil em 1720, trazida por uma família de portugueses, mas só em 1946 a atual igrejinha foi erguida no local. Sobre o sacrifício feito pelos católicos que andam toda a madrugada para chegar na igrejinha pela manhã, ele disse ser uma forma de demonstrar a sua fé em Deus. “A romaria é uma forma de expressar gratidão. Enquanto andam, eles rezam e cantam músicas de louvor. É muito positivo”, concluiu. (Fonte: Jornal A Tarde - http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=909366)

 

Esse nome Cantinho foi um repertório de idéias de Francisco José Ayres da Fonseca e sua mãe Isabel Macambira e Mira Claro Aires da Fonseca que procuravam um lugar, um cantinho para ficar com a imagem do Senhor dos Aflitos trazida de Portugal, aí surgiu o nome de Cantinho do Senhor dos Aflitos, que antes era o chamado povoado de Timbór. A imagem chegou em 1710 e em 1720 construiu-se a capela para que os romeiros pudesse encontra o lugar de veneração da imagem. (Fonte: Diocese de Barreiras - http://www.diocesedebarreiras.org.br/index.php?pagina=noticia_completa&id=135)

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jun 22 2011

Fim do sonho

Hoje, dia 21 de junho, a televisão, em seu noticiário local, deu-nos a notícia: a comissão que veio avaliar as condições para a implantação do curso de Medicina no campus da UFBA em Barreiras não encontrou aqui as condições necessárias. O sonho terá que ser adiado…

Que condições nos faltam? Em primeiro lugar, nos órgãos de saúde, que não estão à altura para as práticas dos estudantes, e depois a própria cidade, que não oferece as condições para receber os professores… De fato, a cidade está suja, mal cuidada, causa a impressão de terra arrasada, abandonada.

Doeu, Barreiras… Dói ver suas praças com jardins sujos e, principalmente, com as plantas secas, morrendo por falta de serem regadas. Jardineiros… onde estão? Os jardins morrendo à míngua de água são como um símbolo, dolorido, do que os barreirenses sentimos. E vem o refrão da música: “já não posso mais olhar nosso jardim, já não existem flores, tudo morreu assim”…

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jun 13 2011

Bahia e China oficializam instalação de fábrica de beneficiamento de soja em Barreiras

Um braço da ChongQing Grain Group Corporation, estatal chinesa que tem como uma das atividades a industrialização e comércio de óleo alimentício de origem vegetal, vai instalar uma fábrica de beneficiamento de soja no município de Barreiras, a 848 quilômetros de Salvador. Com a assinatura do memorando de entendimento, nesta segunda-feira (6), na Governadoria, entre os governadores Jaques Wagner, da Bahia, e Huang Qi Fan, da província Chongqing, foi oficializada a abertura da unidade industrial na região oeste do estado.

A efetivação do investimento é resultado da participação do governador na comitiva brasileira que foi à China no mês de abril. “Quando há uma cobertura institucional do governo estadual, os investidores estrangeiros que, nesse caso, são os chineses, se sentem mais à vontade.

Como foi dito pelo governador chinês, este investimento pode crescer, pois eles pensam em instalar na região uma indústria têxtil, além de demonstrar interesse em trabalhar com a logística do porto. A segunda maior economia do mundo é um porto vantajoso para nossos produtos”, disse Wagner. Leia o artigo completo

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mai 30 2011

Ex-rei da soja volta à cena com jazida de metal raro

Empresa de Olacyr de Moraes, 80, descobriu a 1ª reserva brasileira de tálio

O quilo do produto, raro e tóxico, é cotado a R$ 9.600; Cazaquistão e China são atualmente os únicos produtores

Em pleno oeste baiano, de cerrado e plantações de soja, foi encontrada a primeira jazida de tálio do Brasil. O metal, raro, caro, tóxico e com aplicações importantes na indústria energética, é agora a menina dos olhos da companhia Itaoeste, do empresário Olacyr de Moraes.

Na década de 70, Olacyr virou o maior produtor individual de soja do mundo. Aproveitou a grande cheia de 1973 do rio Mississipi, que arruinou as lavouras dos Estados Unidos, para expandir a fronteira do grão no Centro-Oeste brasileiro. Ganhou a alcunha de “rei da soja” e chegou à casa dos bilhões de dólares, até que os negócios decaíram e ele teve que se desfazer de grande parte de seu patrimônio. Agora, aos 80 anos, recém-comemorados em badalada noite em São Paulo, ele recorre novamente ao cerrado -precisamente a cidade de Barreiras, na Bahia.

VOLUME
De acordo com pesquisa feita pela empresa em 2% da área passível de ter o minério, a jazida encontrada na Bahia possui, por baixo, 60 mil quilos de tálio. A reserva tem potencial de ser maior que as da China e do Cazaquistão, os únicos produtores atuais.
Com esse volume, é possível atender a toda demanda mundial por seis anos, segundo a empresa.

Em 2010, a cotação do tálio foi de US$ 6.000 o quilo (R$ 9.600). Trata-se de um negócio de, no mínimo, US$ 360 milhões para a empresa, que até então estava focada na exploração de manganês, cobalto, ferro, titânio, ouro, cobre e fosfato. ”As expectativas são muito otimistas. Os estudos em desenvolvimento confirmam a continuidade do minério, o que comprova o potencial do jazimento, além de significativas reservas de manganês e cobalto, produtos com alta demanda e valor de mercado”, disse Vladimir Aps, diretor técnico da Itaoeste.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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mai 30 2011

Fotos atuais de Barreiras

Publicado por Ignez Pitta em Fotos

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