ago 17 2010
Adeus a Mãe Dadá – Aos sete dias de sua morte
“A dor… Que é a dor?
Um mar. E a alegria?
Pérola oculta nesse mar fremente.
E quantas vezes a pérola encantada
Se dissolve lentamente, sepultada
E nunca chega a ver a luz do dia.”Aprendi essa pequena poesia ainda no curso primário. Linda e perigosa, porque justifica o pessimismo sem luta para alcançar a superação da dor. Nada mais diferente do que foi a vida de Mãe Dadá, marcada por grandes sofrimentos, mas em que ela jamais se entregou ao desespero ou à depressão, sempre com uma fisionomia serena, buscando na própria vida os meios para viver plenamente.
Enfrentou duras lutas, sofreu a dor da perda do esposo Custódio Moreno e de muitos filhos ainda jovens, sem jamais tornar-se amarga, cultivando a esperança e várias atividades que, às vezes, pareciam superar suas forças.
Dizem que a depressão é o mal da nossa época, por isso a figura de Mãe Dadá era uma inspiração para todos os que com ela convivíamos, pois, conseguir sair de si mesmo para encontrar e acolher o outro, além de um exercício de solidaredade, representa um bálsamo, um milagroso remédio para a própria alma. Leia o artigo completo










