Fachada da hidrelétrica Rocha com saída de água das três turbinas
Antes de 1920, a eletricidade era produzida por locomóvel queimando madeira. Abriram-se as primeiras indústrias beneficiadoras de algodão, arroz e milho, limitadas pela oferta de energia, que era escassa e cara. Então, em 1920 foi iniciada a construção da hidrelétrica, pela firma Sertaneja, do Dr. Geraldo Rocha e os Coronéis Francisco Rocha e Antônio Balbino de Carvalho. Inaugurada em 1928, pôde lançar Barreiras na era da industrialização, com matadouro-frigorífico, beneficiadoras de milho, arroz e algodão e até uma fábrica de tecidos.
Uma das turbinas que produzia a energia elétrica em Barreiras
Outro fator relevante foi a solução do problema energético, com a construção da hidrelétrica de Alto Fêmeas, em São Desidério, e da linha de transmissão da energia de Sobradinho, vinda de Bom Jesus da Lapa. Canal do Rego Transposto do rio de Ondas, e correndo por quase dez km, inclusive em sua última parte atravessando a área urbana de Barreiras, no bairro Barreirinhas, o canal levava a água para a hidrelétrica. Esta foi construída num local (atualmente próximo ao Parque de Exposição Agropecuária), onde existia um desnível natural, a fim de criar-se a queda d’água que movia as três turbinas.

Dique no Rio de Ondas e início do canal que movia as turbinas
Para a construção desse tão notável trabalho de transposição de águas, o Dr. Geraldo Rocha contratou um engenheiro hidráulico polonês, o Dr. Filipowisk, que por quase oito anos conduziu a obra. Em busca de empregos, de todo lugar da região vinham trabalhadores, que foram concretizando o sonho: produzir energia elétrica farta e barata em Barreiras! Ao fim do trabalho hidráulico, um engenheiro eletricista – este era alemão – o Dr Hunter, veio para Barreiras, a fim de atender à fase da implantação das turbinas e da transmissão da energia. Os postes de madeira de lei saíam da hidrelétrica e chegavam até Barreiras, atravessando o rio Grande e depois margeando a estrada que levava ao porto do ajoujo, depois sendo plantados em todas as ruas da cidade. E em 1928 houve a festiva inauguração da hidrelétrica! Barreiras já podia entrar na era da industrialização, processando seus produtos agropecuários! O Dr Hunter permaneceu ainda por alguns anos em Barreiras, dando suporte à administração da Hidrelétrica. Muito alegre e expansivo, ele prórprio traduziu o seu nome, fazendo-se chamar de Caçador. Para a sua residência em Barreiras, ele mandou buscar belos móveis em Salvador, que, anos depois, quando de sua partida, foram comprados pelo Sr. Edgard Pitta e estão ainda conservados.
Vista aérea do Hospital Eurico Dutra, em que se vê o Rego
Quanto ao Dr. Filipowisk, deixou ainda outro marco em Barreiras: ao chegar, em 1920, foi-lhe oferecida, para morar, uma casa pertencente ao Coronel Francisco Rocha, situada na esquina da Praça Duque de Caxias, vizinha da Prefeitura. Como todas as casas de Barreiras então, era feita tendo a parede ligada à casa do lado e com o sanitário fora, no quintal. Filipowisk pediu, então, para construir no local um chalé, com a parede independente e o sanitário interno, havendo morado nele durante os anos que passou aqui: é aquela belíssima casa onde hoje funciona o Comitê do PMDB, na esquina da Praça Duque de Caxias. Leia mais sobre a História de Barreiras:
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