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	<title>História de Barreiras &#187; Personagens Barreirenses</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>D. Ada Matos falece aos 106 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 20:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Faleceu aos 106 anos no último dia 02/02, em sua residência em Salvador, D. Ada Matos Bastos, mais conhecida pelos Barreirenses como Ada Porongo. D. Ada Matos, conhecida carinhosamente em Barreiras como Ada Porongo (Porongo era um apelido de seu pai), foi uma barreirense notável, no plano da cultura e da história. Todos os historiadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/02/Ada-Matos.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-587" style="border: 0px initial initial;" title="Ada Matos" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/02/Ada-Matos-1024x725.jpg" alt="" width="700" /></a></p>
<p>Faleceu aos 106 anos no último dia 02/02, em sua residência em Salvador, D. Ada Matos Bastos, mais conhecida pelos Barreirenses como Ada Porongo.</p>
<p>D. Ada Matos, conhecida carinhosamente em Barreiras como Ada Porongo (Porongo era um apelido de seu pai), foi uma barreirense notável, no plano da cultura e da história. Todos os historiadores de Barreiras éramos seus discípulos e bebíamos na fonte inergotável de suas memórias. Nas cida em 1904, era afilhada do Dr. Geraldo Rocha e de sua irmã, D. Custódia Rocha de Carvalho, esposa do Coronel Antônio Balbino de Carvalho. Foi atenta a todos os acontecimentos barreirenses da época, dos quais era testemunha ocular.<span id="more-583"></span></p>
<p>Desde muito cedo começou, ainda criança, a participar da intensa vida cultural do início do século XX em Barreiras, pelas mãos dos grandes ícones da nossa cultura, o maestro e compositor Antonimho Smpaio e seu irmão, poeta e drmturgo, alfredo Sampaio. Peças teatrais, apresentações de música, dança, poesia&#8230; e tudo isso recebeu um forte incentivo com a inauguração do Cine Teatro Ideal, inaugurado pelo coronel antô nio Balbino, em 1919. (o espaço ainda existe, com o palco preservado).</p>
<p>Nessa mesma época o Padre Vieira estava liderando a população para construir a igreja Matriz de São João Batista (atualmente catedral) e, no empenho de levantar fundos para auxiliar na construção, a jovem Ada Matos, junto com Alfredo Sampaio, dedicaram-se a apresentar o maior número de peças teatrais e aticidades cilturais, com o apoio total da população, que pagava os ingressos. Nos jornais da época podemos ler sobre essas atividades. E ainda as folclóricas, como ternos de reis.</p>
<p>Ada casou-se com Alexandre Bastos, de Salvador e passou a residir na capital, mas visitava Barreiras frequentemente, com seu amor assim demonstrado pelo seu torrão natal, além de acolher em su casa, com o maior carinho, muitos barreirenses que por lá passavam: sua casa era uma espécie de embaixada de Barreiras, com festas de São João, de seu aniversário(12 de agosto), de Natal, sempre regadas a licor de genipapo e outras delícias bem barreirenses, que ela mesma fazia.</p>
<p>Entusiamou-se com a possibilidade de fazer-se um museu em Barreiras e para ele doou peças importantes, além de contactar, para o mesmo fim, outros barreirenses que viviam longe. No dia 24 de maio de 1997 veio à inauguração do museu, discursou e declamou poesias.</p>
<p>A mais antiga foto existente em Barreiras relativa à educação foi doada por ela, de sua turma na escola, em 1911. Assim como muitas outras, como a da quermesse da Cruz Vermelha, <a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/quermesse-organizada-pelo-pe-vieira-em-1928-tenda-da-cruz-vermelha/" target="_self">publicada há pouco tempo neste site</a>.</p>
<p>Não tendo filhos, criou sobrinhas e beneficiou inúmeras pessoas, com grande generosidade. Todos os domingos muitos barreirenses se reuniam em sua casa, para almoçar.</p>
<p>Vai em paz, D. Ada. Mas venha, em espírito, orar na igeja de São João Batista, que, com o povo de Barreiras e o Padre Vieira, a senhora ajudou a construir!</p>
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		<title>A história pode ser apagada?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 02:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente pode e está sendo, aqui em Barreiras. Mas&#8230; o que aconteceu pode não ter acontecido? Aí já é ficção científica. O que aconteceu não pode ser mudado, mas a sua história, sim, dependendo de como é narrada. Já diz o ditado que quem conta um conto lhe aumenta um ponto&#8230; Em Barreiras não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado2.png"><img title="mercado2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado2.png" alt="" width="600" /></a></p>
<p>Infelizmente pode e está sendo, aqui em Barreiras. Mas&#8230; o que aconteceu pode não ter acontecido? Aí já é ficção científica. O que aconteceu não pode ser mudado, mas a sua história, sim, dependendo de como é narrada. Já diz o ditado que quem conta um conto lhe aumenta um ponto&#8230; Em Barreiras não se aumenta, mas diminui: apaga-se o nome do autor da grande obra, para colocar apenas o nome daquele que fez uma pequna restauração, 60 anos depois. É o caso do Mercado Municipal, em frente ao cais, constuído em 1950.</p>
<p>Por que, na placa de re-inauguração, não consta o nome do Prefeito Sabino Dourado, que construiu esse grande prédio, avançado para a época, primeira obra em Barreiras a utilizar ferro na construção e portas metálicas de enrolar &#8211; por isso até hoje não tem uma rachadura e as portas, de excelente material, ainda estão perfeitas. Na placa não consta o nome do Prefeito Sabino Dourado como construtor e assim vai-se apagando a história.<span id="more-562"></span></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado1.png"><img title="mercado1" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado1-300x178.png" alt="" width="300" height="178" /></a></p>
<p>Junto à placa há um painel pintado na parade, que também apaga uma parte da nossa história arquitetônica, pois suprime, vizinha da Sertaneja, a casa que pertenceu à família de D. Elizinha Mármore, demolida na década de 1970 pela Prefeitura Municipal para abrir espaço para a criação da Praça Landulfo Alves. Podemos ter essa casa de volta? Não, mas a sua memória não pode ser apagada, já que existem excelentes fotos de Napoleão Macedo retratando o local.</p>
<p>Ao lado desta casa ficavam os quiosques de madeira, que serviam como bar e lanchonete e que o povo chamava &#8220;Priquitinhas&#8221;, e não ao lado da casa da Sertaneja, como identificado referido painel.</p>
<p>Essas coisas são feitas com intenção de mudar &#8211; para pior &#8211; a história de Barreiras? Creio que não. Apenas a boa e velha preguiça do brasileiro de consultar fontes históricas. Mas que podem e devem ser corrigidas.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado3.png"><img title="mercado3" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/12/mercado3.png" alt="" width="600" /></a></p>
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		<title>Quermesse Organizada pelo Pe. Vieira em 1928 &#8211; Tenda da Cruz Vermelha</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 17:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[É notável o interesse educativo do Padre Vieira, que, mesmo organizando uma quermesse a fim de obter dinheiro para as obras da Igreja, quis mostrar à população de Barreiras, na década de 1920, o que era a Cruz Vermelha. Aqui existia médico, mas não hospital ou  clínica, então esses rapazes e moças vestidos de médicos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/Quermecie-em-1928-tenda-da-cruz-vermelha.jpg"><img title="Quermecie em 1928 - tenda da cruz vermelha" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/Quermecie-em-1928-tenda-da-cruz-vermelha.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p>É notável o interesse educativo do Padre Vieira, que, mesmo organizando uma quermesse a fim de obter dinheiro para as obras da Igreja, quis mostrar à população de Barreiras, na década de 1920, o que era a Cruz Vermelha. Aqui existia médico, mas não hospital ou  clínica, então esses rapazes e moças vestidos de médicos e enfermeiros terão dado uma visão do que seria o trabalho hospitalar da Cruz Vermelha.</p>
<p>D. Ada Mattos Bastos, doadora das fotos, tantas décadas depois ainda falava com o maior entusiasmo dessa quermesse e do sucesso que foi. Hoje a internet nos leva ao mundo inteiro com um clic, então, para Barreiras na década de 20, o Padre Vieira foi como um tipo de internet, levando, ao vivo e a cores o conhecimento do que existia pelo mundo.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/cruz-vermelha.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-548" title="cruz vermelha" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/cruz-vermelha-1024x723.jpg" alt="" width="800" /></a></p>
<p>Foto e informações proporcionadas por D. Ada Mattos Bastos, conhecida em Barreiras como Ada Porongo e que foi uma das participantes do evento. Segundo ela, as três que usam blazeres pretos representam as médicas e as demais fazem o papel de enfermeiras.</p>
<p>Durante a quermesse, entre muitas outras atrações, as pessoas pagavam para entrar na Tenda da Cruz Vermelha, onde eram simulados exames médicos simples e procedimentos de enfermagem. Era, de fato, “brincar de médico”, mas com todo o respeito que imperava naquele tempo.<span id="more-535"></span></p>
<p>Esta é uma foto importante, porque nela estão presentes jovens mulheres da sociedade de Barreiras, que são: no centro, Camerina Dias (Camé, mãe de Edla e Lúcia) ; da esquerda para a direita: Iazinha Pamplona, Nenzinha de D. Izolina, Joanita Almeida, Gizelda Porto Cunha, Ada Porongo, Belinha Pamplona, Mariquinha de Dr. Aroldo, Arminda e Pia (irmã de Mariquinha). Futuras mães e avós de muitos barreirenses!</p>
<p>Entre outros detalhes, chamam a atenção os sapatos das jovens, bonitos e elegantes, mesmo para os padrões atuais. Barreiras tinha meios de transporte que a ligavam às capitais e centros produtores, o que possibilitava a vinda de produtos industrializados. Além do que, antigamente aqui havia inúmeros sapateiros, que eram verdadeiros artistas<br />
do couro, que havia em abundância, preparado em curtumes locais.</p>
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		<title>Personagens Principais das Eleições &#8211; Década de 1930</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 20:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Em primeiro lugar destaca-se ela, a urna. Personagem moderna, porque antigamente, no tempo da eleição a bico de pena, não existia. As que aparecem na foto, da década de 1930, sendo Prefeito (nomeado) de Barreiras o Coronel Abílio Wolney, são novíssimas, foram feitas para aquela eleição, ocorrida de acordo com a nova lei que as introduzia no Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em primeiro lugar destaca-se ela, a urna. Personagem moderna, porque antigamente, no tempo da eleição a bico de pena, não existia. As que aparecem na foto, da década de 1930, sendo Prefeito (nomeado) de Barreiras o Coronel Abílio Wolney, são novíssimas, foram feitas para aquela eleição, ocorrida de acordo com a nova lei que as introduzia no Brasil.</p>
<p>Os outros atores são os candidatos, políticos e mesários que presidirão à votação em cada sessão.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/abilio-bailon-anibal.jpg"><img title="abilio bailon anibal" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/abilio-bailon-anibal.jpg" alt="" width="600"  /></a></p>
<p>Na foto acima comparece o Eleitor, colocando seu voto na urna. É o Dr. Abílio Faria, médico barreirense. Sentados, da esquerda para a direita: Coronel Aníbal Barbosa; Coronel Abílio Wolney; de cabelos brancos, Dr. Augusto César Torres, primeiro médico de Barreiras e atrás dele, o Coronel Baylon Boaventura. Essa foto seria apenas simbólica, com a presença dos principais políticos? Ou realmente o Dr. Abílio Faria estava votando?<span id="more-517"></span></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/ELEIÇÃO.jpg"><img title="ELEIÇÃO" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/10/ELEIÇÃO.jpg" alt="" width="600"  /></a></p>
<p>Na foto acima, vestido de branco, à direita, o Coronel Abílio Wolney. Na cabeceira da mesa, o Juiz de Barreiras (seria o Dr. Chamusca?) Os outros personagens, não identificamos. Será que alguém conhece quem são esses senhores, atuantes membros, na década de 1930, da nossa vida política e da nossa história? Se alguém identificar, faça uma gentileza à história de Barreiras: envie uma mensagem.</p>
<p>A razão da dificuldade é porque, enquanto temos um magnífico documentário das casas, ruas, barcos, aviões&#8230; feito por Napoleão Macedo, nosso grande fotógrafo durante o século XX, poucas são as fotos de pessoas.</p>
<p>Outra coisa que se depreende do número de urnas preparadas para a eleição, na foto, é que Barreiras em 1930 não era pequena ou sem importância. O local dessa foto é o salão do Judiciário, então situado no lado direito do Paço Municipal (atual Casa dos Conselhos), onde, à esquerda, ficava a Prefeitura. Na mesma casa, já saindo para a outra rua, frente a onde hoje existe o Mercado velho, era localizada a Câmara Municipal. Essa parte do prédio é atualmente cedida pela Prefeitura para duas lojas.</p>
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		<title>23 de setembro &#8211; Dia da Primavera</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 17:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje começa a estação das flores, que, antigamente era muito festejada em Barreiras, destacando-se os belíssimos Desfiles da Primavera, organizados no Colégio Padre Vieira por Mário Cardoso, nosso grande artista, que se encontra presente na foto do desfile de 1966, feita quando passava em frente à Usina Gonçalves, beneficiadora de algodão e borracha (atualmente em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/09/desfile-primavera.jpg"><img src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/09/desfile-primavera.jpg" alt="" title="desfile primavera" width="500" height="345" class="alignnone size-full wp-image-497" /></a></p>
<p>Hoje começa a estação das flores, que, antigamente era muito festejada em Barreiras, destacando-se os belíssimos <strong>Desfiles da Primavera</strong>, organizados no Colégio Padre Vieira por Mário Cardoso, nosso grande artista, que se encontra presente na foto do desfile de 1966, feita quando passava em frente à Usina Gonçalves, beneficiadora de algodão e borracha (atualmente em seu lugar encontra-se o prédio onde funciona a Sacola Cheia do Cais).</p>
<p>Mário marcou tanto as artes plásticas e a música em Barreiras, que sua lembrança vive entre nós de forma perene. Nessa foto, identificam-se muitas pessoas, como Antenísio (esposo de Arlete Moreno), que, à época, era professor de Educação Física no citado Colégio.</p>
<p>No carro alegórico, veem-se duas pessoas que, como Mário Cardoso, deixaram lembranças: Maria de Lourdes (irmã de Eunice e Sinhô, tia de Jussara), que foi a primeira esposa de Zé de Hermes. E Delta Ferreira da Silva (irmã do Deputado Sebastião Ferreira). Se alguém conseguir identificar outras pessoas, mande uma mensagem. A história tem o mérito de preservar a existência dos fatos e das pessoas, tornando-os presentes.</p>
<p>23 de setembro era também o aniversário da ninha Professora, D. Juvinha Cervalho Azevedo. Ela foi professora primária de gerações&#8230; No meu tempo, lembro-me de Antomar e Gilsomar Machado, Ivone, Mariazinha, angelquinha, João e Marlan rocha. Parabéns, D. Juvinha. Estamos preparando um artigo sobre sua vida e sua Escola Santa Inês.</p>
<p>Feliz Dia da Primavera, Barreiras!</p>
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		<title>Adeus a Mãe Dadá – Aos sete dias de sua morte</title>
		<link>http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/adeus-a-mae-dada-%e2%80%93-aos-sete-dias-de-sua-morte/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 19:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[“A dor&#8230; Que é a dor? Um mar. E a alegria? Pérola oculta nesse mar fremente. E quantas vezes a pérola encantada Se dissolve lentamente, sepultada E nunca chega a ver a luz do dia.” Aprendi essa pequena poesia ainda no curso primário. Linda e perigosa, porque justifica o pessimismo sem luta para alcançar a superação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/mãe.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-477" title="mãe" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/mãe.jpg" alt="" width="400" height="631" /></a></p>
<p>“A dor&#8230; Que é a dor?<br />
Um mar. E a alegria?<br />
Pérola oculta nesse mar fremente.<br />
E quantas vezes a pérola encantada<br />
Se dissolve lentamente, sepultada<br />
E nunca chega a ver a luz do dia.”</p>
<p>Aprendi essa pequena poesia ainda no curso primário. Linda e perigosa, porque justifica o pessimismo sem luta para alcançar a superação da dor. Nada mais diferente do que foi a vida de Mãe Dadá, marcada por grandes sofrimentos, mas em que ela jamais se entregou ao desespero ou à depressão, sempre com uma fisionomia serena, buscando na própria vida os meios para viver plenamente.</p>
<p>Enfrentou duras lutas, sofreu a dor da perda do esposo Custódio Moreno e de muitos filhos ainda jovens, sem jamais tornar-se amarga, cultivando a esperança e várias atividades que, às vezes, pareciam superar suas forças.</p>
<p>Dizem que a depressão é o mal da nossa época, por isso a figura de Mãe Dadá era uma inspiração para todos os que com ela convivíamos, pois, conseguir sair de si mesmo para encontrar e acolher o outro, além de um exercício de solidaredade, representa um bálsamo, um milagroso remédio para a própria alma.<span id="more-475"></span></p>
<p>D. Edelvira Wanderley Moreno nasceu em Angical e fazia parte da família Wanderley, do famoso Barão de Cotegipe, João Maurício Wanderley, natural de Barra, que foi, ao tempo do Império, a primeira pessoa da nossa região a se destacar em nível nacional. Gozava da mais plena confiança do Imperador D. Pedro II, havendo sido seu auxiliar direto, como Ministro de várias pastas, além de amigo e conselheiro da Princesa Isabel. Dr. Geraldo Rocha tem igualmente a mesma descendência, pelo lado dos Mariani. Por isso, eu muitas vezes pensava, acompanhando já no fim da vida de Mãe Dadá, se o seu espírito empreendedor, e a capacidade de luta e determinação em superar as limitações e dificuldades, se esse carisma não teria origem genética.</p>
<p>O certo é que Mãe Dadá, casada com o Sr. Custódio Moreno, com quem teve numerosos filhos, morando, a princípio, numa fazenda da Sertaneja, onde seu esposo trabalhava, dirigia todos os seus esforços para conseguir proporcionar educação e amplos horizontes a seus filhos. O primeiro, Lavaniere, conhecido como Vanerinho, foi estudar Medicina em Salvador, acolhido pelo grande barreirense, Deputado Juarez Souza. Imaginemos a felicidade de Edelvira e Custódio quando Vanerinho se formou médico! E foi só o início, pois os outros seguiram seus passos, conquistando diplomas universitários, ou de magistério, algumas filhas, no Colégio Padre vieira, em Barreiras.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/livro-mae-dada.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-476" title="livro mae dada" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/livro-mae-dada-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a></p>
<p>Com mais de 80 anos, escreveu um livro, sua autobiografia, que é um relatório, em linguagem afetiva, principalmente, da força com que encarou e lutou com os sofrimentos e obstáculos da vida. Sua última dedicação, fora da família, foi à Academia Barreirense de Letras, fundada em sua casa e onde se realizaram muitas reuniões. Seu carisma a levava até a fazer viagens para participar de reuniões, tal como em Santa Rita de Cássia e Riachão das Neves. Quando, nos últimos meses, a limitação da idade quase a impedia de andar, acolheu com júbilo a idéia de que as reuniões acadêmicas fossem todas realizadas em sua residência, a fim de que pudesse estar presente!</p>
<p>O mais comovente, porém, era o seu coração aberto, a mesa farta, acolhendo filhos, netos, bisnetos e amigos, sempre dedicando atenção a todos. Cuidando e ajudando, como no meu próprio caso: quando estava na fase de coletar patrocínios das empresas para cobrir a publicação do meu livro, &#8220;Barreiras, uma História de Sucesso&#8221; , emocionei-me porque Mãe Dadá, que não era empresária, chamou-me para colaborar com R$ 50,00, o que me deu uma verdadeira injeção de ânimo, naquela hora de cansaço.</p>
<p>Exemplo de luta, de determinação em não se entregar diante da dor, mas, sim mergulhar fundo e conseguir resgatar a pérola encantada da alegria, que brilhava sempre em sua face, com um reflexo da procura por Deus, que foi outro pilar em sua vida.</p>
<p>Quase noventa e seis anos de amor, de fé, de alegria e dedicação generosa à família e amigos! Chegou a hora de descansar no seio do Pai. Fica-nos o seu maravilhoso exemplo, Mãe Dadá!</p>
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		<title>Falece D. Ricardo Weberberger, Bispo de Barreiras</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 15:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[CNBB – Falece Dom Ricardo Weberberger, bispo da diocese de Barreiras Faleceu hoje, 17, às 3h da manhã, no Hospital Central da cidade austríaca de Lins, o bispo da diocese de Barreiras (BA), Dom Ricardo Josef Weberberger, de 71 anos. Dom Ricardo, em maio deste ano, durante a Assembleia da CNBB e o Congresso Eucarístico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/tx_dom_ricardo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-470" title="tx_dom_ricardo" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/tx_dom_ricardo.jpg" alt="" width="271" height="362" /></a></p>
<p>CNBB – Falece Dom Ricardo Weberberger, bispo da diocese de Barreiras</p>
<p>Faleceu hoje, 17, às 3h da manhã, no Hospital Central da cidade austríaca de Lins, o bispo da diocese de Barreiras (BA), Dom Ricardo Josef Weberberger, de 71 anos. Dom Ricardo, em maio deste ano, durante a Assembleia da CNBB e o Congresso Eucarístico (ambos em Brasília), sentiu dores de cabeça e graves distúrbios visuais. Na volta à diocese, o bispo procurou um neurologista, que detectou um tumor no cérebro.</p>
<p>Dom Ricardo aceitou o convite de seus confrades austríacos e de sua família, decidindo então pelo tratamento na Áustria. No dia 9 de junho, Dom Ricardo foi operado retirando completamente o tumor do cérebro. Devido às várias sessões de quimioterapia e radioterapia, o sistema imunológico do bispo ficou muito fragilizado. No último domingo, 15, o quadro de saúde do bispo piorou devido a uma infecção, culminando, hoje, em seu falecimento.</p>
<p>A data e o horário, tanto do velório quanto do sepultamento, ainda não foram definidos pela família do bispo. Uma comissão de seis religiosos, da diocese de Barreiras, segue hoje para a Áustria para acompanhar o velório do dispo diocesano.</p>
<p>Dom Ricardo Josef Weberberger foi o primeiro bispo da diocese de Barreiras (BA). Nasceu 1939, na cidade de Leonfelden (AUS). Chegou à diocese de Barreiras 1974 e sua Ordenação Episcopal aconteceu em julho 1979.</p>
<p>Na última Assembleia da CNBB, Dom Ricardo exerceu um importante trabalho, atuando como membro da Comissão Episcopal que discutiu o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).</p>
<p>Seu lema era “Redentor do Homem – Jesus Cristo”.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/dricardo.jpg"><img title="dricardo" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/dricardo.jpg" alt="" width="286" height="320" /></a></p>
<p>Fonte: CNBB</p>
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		<title>Primeiro Intendente (Prefeito) de Barreiras, Coronel Martiniano Ferreira Caparrosa</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 19:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de Várzea]]></category>
		<category><![CDATA[Martiniano Caparrosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso primeiro Intendente tomou posse do cargo em 26 de maio de 1891 e construiu, entre outras obras, o cemitério de São João Batista, de que Barreiras estava necessitando. Também iniciou a construção da Igreja Matriz de São João, seguindo a planta da igreja feita pelos Franciscanos, na Missão de Aricobé, em Angical, por volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso primeiro Intendente tomou posse do cargo em 26 de maio de 1891 e construiu, entre outras obras, o cemitério de São João Batista, de que Barreiras estava necessitando. Também iniciou a construção da Igreja Matriz de São João, seguindo a planta da igreja feita pelos Franciscanos, na Missão de Aricobé, em Angical, por volta de 1730. Infelizmente adoeceu e veio a falecer em 1893, deixando a Igreja com as paredes à altura de um metro e meio.</p>
<p>Antes de morrer, pediu para ser enterrado em frente à Igreja em construção, no que foi atendido. Em 1919 o Padre Luís Vieira veio para Barreiras como vigário e liderou a população para recomeçarem a obra da Igreja, que foi concluída e inaugurada em 1925.</p>
<p>Ao reiniciar os trabalhos, Padre Vieira pediu a D. Joana Caparrosa que retirasse o túmulo de seu esposo, feito à frente da igreja, sendo então trasladados os restos mortais e a pedra mármore para a igreja de Várzeas, atual distrito de Baianópolis, onde ficava a fazenda pertencente à família.</p>
<div id="attachment_396" class="wp-caption alignnone" style="width: 417px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea.jpg"><img class="size-full wp-image-396" title="igreja Várzea" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea.jpg" alt="" width="407" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de Várzea, no Município de Baianópolis, onde está enterrado o primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza</p></div><br />
<span id="more-418"></span><br />
<div id="attachment_395" class="wp-caption alignnone" style="width: 397px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea-2.jpg"><img class="size-full wp-image-395" title="igreja Várzea 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea-2.jpg" alt="" width="387" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de Várzea</p></div>
<p>A pedra ainda se encontra no mesmo local e fomos lá, fotografá-la, junto com a fachada da Igreja, que é muito mais antiga do que Barreiras. Eram os vigários de Várzeas que, na época da colonização do Brasil, emitiam os documentos de propriedade das fazendas requeridas pelos colonizadores. Tais documentos, lavrados nos &#8220;Livros Forais&#8221;, foram depois requisitados pelo governo, em Salvador, estando hoje no Arquivo Público Estadual daquela cidade.</p>
<div id="attachment_400" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/pedra-tumular-2.jpg"><img class="size-full wp-image-400" title="pedra tumular 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/pedra-tumular-2.jpg" alt="" width="600" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Pedra Tumular do primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza, falecido em 1893, no distrito de Várzea, município de Baianópolis</p></div>
<div id="attachment_399" class="wp-caption alignnone" style="width: 400px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Pedra-tumular-Caparrosa.jpg"><img class="size-full wp-image-399" title="Pedra tumular  Caparrosa" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Pedra-tumular-Caparrosa.jpg" alt="" width="390" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Pedra Tumular do primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza,  falecido em 1893</p></div>
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		<title>Mulheres notáveis de Barreiras</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 01:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando da fundação de Barreiras, veio para aqui D. Feliciana de Carvalho, com os filhos Antônio Balbino de Carvalho, Emigdio e vários outros. Ela já era viúva, possuía recursos, inclusive uma barca. Estabeleceu seu comércio onde é hoje a agência do Bradesco, na Praça da Alimentação, com o nome de Bazar 65. Administrava a loja, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando da fundação de Barreiras, veio para aqui <strong>D. Feliciana de Carvalho</strong>, com os filhos <strong>Antônio Balbino de Carvalho</strong>, Emigdio e vários outros. Ela já era viúva, possuía recursos, inclusive uma barca. Estabeleceu seu comércio onde é hoje a agência do Bradesco, na Praça da Alimentação, com o nome de <strong>Bazar 65</strong>. Administrava a loja, enquanto os filhos compravam os produtos naturais daqui, como borracha de mangabeira, feijão, farinha de mandioca, carne seca, açúcar, rapadura, cachaça etc e ainda ouro de Goiás e iam levá-los, na barca, até Juazeiro, de onde traziam os produtos industrializados, que eram vendidos na loja. Adquiriu fazendas, que também administrava com os filhos. Foi avó do Dr. Antônio Balbino de Carvalho Filho, Governador da Bahia no final da década de 1950. Foi a tetravó da Profa. Tsilla Balbino, proprietária e administradora da Rádio Barreiras.</p>
<p><strong>D. Feliciana de Carvalho</strong> está sepultada no cemitério São João Batista, em Barreiras, e há poucos meses, a viúva de seu neto, Dr. Orlando de Carvalho, outra grande mulher em seu amor por Barreiras, <strong>D. </strong><strong>Zezete Lavrille de Carvalho</strong>, sentindo a morte aproximar-se, pediu para ser enterrada na tumba de D. Feliciana, sendo atendida.</p>
<p><span id="more-381"></span>D. Zezete era francesa, mas amava Barreiras profundamente, tanto que doou para nossa cidade as mais importantes peças que estão no Museu Municipal. Seu último ato em relação a nossa terra foi autorizar a utilização, para lançamento de um selo de correio, de uma significativa foto do Dr. Geraldo Rocha (marido de sua tia Madame Jeanne), que havia doado ao Museu Municipal. Embora não tivesse atuação pública ou comercial, D. Zezete foi grande em sua generosidade e amor por Barreiras.</p>
<p><strong>D. Aurelina Barros </strong>-Empresária &#8211; Chegou com o marido, Bartolomeu Barros, no início do Século XX, estabelecendo loja e fazenda de gado em Barreiras. Com a morte precoce do marido, passou a administrar com sucesso os negócios, conseguindo formar todos os filhos, entre os quais se destaca a <strong>Profa. Alda Barros</strong>, grande educadora barreirense.</p>
<p><strong>Profa. Guiomar Porto</strong> &#8211; Chegou como Professora a Barreiras em 1914 e teve uma longa vida de dedicação ao magistério.</p>
<p><strong>Profa. Renilde Dias</strong> -Foi a primeira Vereadora de Barreiras, eleita na década de 1940.<br />
D. Antusa Silva &#8211; faramacêutica &#8211; primeira mulher barreirense a se formar em universidade. Trabalhou muitos anos em Barreiras.</p>
<p><strong>Dra. Arline Ami Dias Lima</strong> &#8211; primeira médica filha de Barreiras</p>
<p><strong>Dra. Angélica Azevedo</strong> &#8211; segunda médica filha de Barreiras</p>
<p><strong>Dra. Maria Ignez Nunes Pitta</strong> &#8211; primeira psicóloga filha de Barreiras, onde trabalha até hoje, na DIRES.</p>
<p><strong>D. Heloísa Pamplona (D. Iazinha) </strong>- Professora de música desde a década de 1940 no Colégio Padre Vieira, organista da Catedral, professora particular de música</p>
<p><strong>D. Jovelina Carvalho Azevedo ( Profa. Juvinha) </strong>- Foi professora do Aprendizado Agrícola, na década de 1920, fundou a escola particular Santa Inês, que funcionou até a década de 1950.</p>
<p><strong>D. Lídia Batista</strong> &#8211; Manteve uma loja em Barreiras, o Armarinho Lídia, durante décadas e hoje, aposentada, ainda vive entre nós.</p>
<p><strong>D. Marcela Cardoso </strong>- Destacava-se pela religiosidade e dedicação ao próximo. Na década de1950, promoveu uma grande reforma na Igreja de São João Batista.</p>
<p><strong>D. Jael</strong> &#8211; Fundou, na década de 1940, a Associação de Proteção às Crianças Pobres, primeira ONG de Barreiras, que até hoje mantém a Creche, na direção da qual destacou-se <strong>D. Clarice Borges</strong>.</p>
<p><strong>D. Judith Nunes Pitta</strong>, esposa de Edgar Pitta, chegou a Barreiras na década de 40. Artista e modista, ensinou muitas jovens a costurar, atividade importantíssima naquela época, quando não existiam roupas prontas à venda. Liderou um grupo de senhoras que trabalharam por quase 30 anos arrecadando fundos para a criação da paróquia de Barreiras, o que se realizou no início da década de 1970.</p>
<p><strong>Profa. Sueli Ramalho</strong> &#8211; Pioneira ao pesquisar a história de Barreiras, escreveu e lançou em 1988 o livro &#8220;Simplesmente Barreiras&#8221;, primeira obra escrita sobre  história de nossa cidade.</p>
<p><strong>Profa. Cleonice Lopes</strong> &#8211; Neta de um dos fundadores de Barreiras, foi grande educadora, sendo homenageada com o seu nome dado a uma escola.</p>
<p><strong>As parteiras</strong> &#8211; Até o fim da década de 1950 não existia hospital em Barreiras e os bebês nasciam pelas mãos das parteiras, dentre as quais destacamos: <strong>D. Benedita Silveira</strong>, <strong>Mãe Benzinha</strong> e <strong>Mãe Beré</strong> (D. Berenice Marques), que prestaram serviço de inestimável valor, devido à sua experiência e sábios conhecimentos para auxiliar as mulheres na hora do parto. A rua que tem o nome de Bendita Silveira tornou-se a mais importante avenida de Barreiras.</p>
<p><strong>D. Maria</strong>, esposa do ex-Prefeito Baltazarino Araújo Andrade, a segunda farmacêutica diplomada a trabalhar em Barreiras, o que fez com extrema responsabilidade e dedicação por muitos anos.</p>
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		<title>Ciclo do Ouro &#8211; II</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 20:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Navegação]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas primeiras décadas do século XX, eram tão atrativos os garimpos de Goiás, que se tornou comum saírem da nossa região (a cavalo, que era o único meio de transporte), até famílias inteiras, pois o pai ia correndo atrás do sonho de &#8220;bamburrar&#8221;, isto é, achar uma enorme pepita e ficar rico em pouco tempo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-318" title="ouro" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2009/10/ouro.jpg" alt="ouro" width="300" height="225" /></p>
<p>Nas primeiras décadas do século XX, eram tão atrativos os garimpos de Goiás, que se tornou comum saírem da nossa região (a cavalo, que era o único meio de transporte), até famílias inteiras, pois o pai ia correndo atrás do sonho de &#8220;bamburrar&#8221;, isto é, achar uma enorme pepita e ficar rico em pouco tempo. Outros homens deixavam a família para trás e viajavam sozinhos, às vezes para nunca mais voltar&#8230; E aqui ficavam as viúvas e órfãos do ouro!</p>
<p>A verdade é que não sei de ninguém que &#8220;bamburrou&#8221;, mas sim, me lembro de que em 1948, quando Sabino Dourado tomou posse como Prefeito de Barreiras, mandou buscar, num garimpo goiano, o barreirense Sr. Cornélio Araújo, com seus familliares, pois necessitava de seu trabalho na contabilidade da Prefeitura, e aí, sim, foi Barreiras quem bamburrou, com o retorno daquele filho pródigo, que foi, até o fim da vida, um excelente funcionário municipal e cidadão exemplar!<span id="more-315"></span></p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="peixe" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2009/10/peixe.gif" alt="peixe" width="250" height="250" /></p>
<p>Era constante a chegada de boiadas, vindas de Goiás para Barreiras, ou de tropas de burros carregadas de carne goiana, que era carne seca, feita à moda deles lá, que incluía expor a carne salgada ao sol e ao sereno, o que lhe dava um sabor carcterístico. Os comerciantes goianos de ouro agregavam-se a essas vagarosas comitivas, levando as pepitas em litros de vidro transparente, que eu cresci vendo meu pai, Edgard de Deus Pitta, receber das mãos do seu fornecedor, Coronel Afonso Carvalho. Abençoada sociedade honesta, a de então, pois só Deus e todo mundo sabia que eles transportavam ouro e nunca houve qualquer incidente!</p>
<p>Um dos gestores da empresa Braga &amp; Cia, com toda certeza por razão de segurança, meu pai recebia o valioso produto em casa e eu me maravilhava ao ver o Compadre Afonso tirar do alforge litros e mais litros cheios de pepitas! Sinto muito por não haver perguntado a meu pai como era feito o transporte da mercadoria até à empresa e de lá para a casa onde ficava a fundição do Sr. Clóvis Macedo, que iria converter o ouro bruto, impregnado de detritos, nos fulgurantes lingotes de um kg., que tinham gravada a logomarca da firma Braga e seriam comprados todos pelo Governo Federal.</p>
<p>A fundição de Seu Clóvis ficava na primeira casa da rua situada ao fundo do prédio da Loja da Economia, fronteira ao Banco do Brasil da Praça São João, que, agora, está alugado a uma Faculdade de ensino à distância. Fascinou-me a coincidência: onde se purificava e moldava o ouro, agregando-lhe valor, hoje vão ser transmitidos conhecimentos, ampliando os horizontes dos jovens!</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="Vapor8" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2009/10/Vapor8.jpg" alt="Vapor8" width="450" height="218" /></p>
<p>E aí chegava a vez do transporte: em navio a vapor até Juazeiro BA e de lá, no trem de ferro Maria Fumaça, levado por um funcionário da empresa em Juazeiro, até Salvador. Isso por anos a fio. Mas o pote vai tantas vezes à fonte, que um dia quebra&#8230;</p>
<p>E eu sendo já adulta, meu pai me contou que embalava o caixote de madeira em que iam as barras de ouro, colocando-o ao centro de um caixão grande, também de madeira, carregado de bananas (Barreiras exportava alimentos, frutas, inclusive), que era todo lacrado com pregos e entregue pessoalmente ao Comandante do vapor. Mas um dia, estando fazendo essa embalagem do ouro em uma sala de acesso restrito da empresa, de repente entrou porta adentro o timoneiro do vapor, que na bacia do São Francisco era chamado de prático, e, aparentando muita amizade, começou a falar pelos cotovelos, puxando um assunto após o outro&#8230;</p>
<p>Meu pai, a princípio, parou o que estava fazendo, mas logo, logo o vapor iria zarpar&#8230; O prático continuava com a conversa de cerca Lourenço e ele foi &#8220;obrigado&#8221; a prosseguir e concluir a embalagem da preciosa carga, pois naqueles bons tempos as pessoas eram muito gentis, não podiam fazer uma desfeita a alguém que os visitava, querendo só jogar conversa fora&#8230;</p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="vapor" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2009/10/vapor.jpg" alt="vapor" width="500" height="313" /></p>
<p>Daí a pouco tempo o vapor partiu, para ir passar a noite no porto de São José, em Riachão das Neves. No dia seguinte meu pai recebe um telegrama do Comandante, (no tempo da navegação a vapor havia telégrafo em todos os portos), informando que, durante a noite, o vapor havia se soltado e afundado no meio do rio, sendo necessária a ida de mergulhadores experientes para resgatar o caixote do ouro. Chegando lá, meu pai assistiu ao Comandante explicar onde se achava o caixão que os mergulhadores deveriam rebentar, para salvar o caixote do ouro e também viu, consternado, o retorno deles, informando que o caixão já estava rebentado e caixote&#8230; me livre, necas de pitibiribas! Meu pai lembrou-se do prático: cadê o homem? ninguém sabe, ninguém viu! E os mergulhadores desceram de novo, dessa vez encarregados de procurar outra coisa, que facilmente encontraram: o rombo feito pelo prático no casco do vapor!</p>
<p>Esse foi o único prejuízo, num mercado tão seguro para os padrões daquele tempo, mas onde um homem, que não era da nossa região, na ânsia de apoderar-se de vários quilos de ouro, foi capaz de violar os códigos de honra&#8230; Meu pai dobrou as precauções na hora da embalagem da mercadoria e nenhum outro problema ocorreu até esgotarem-se os garimpos de Goiás, extinguir-se a navegação, a própria empresa&#8230; Mas você ainda pode ver, usado pelas barreirenses, um lindo peixe de ouro ou um típico crucifixo de Goiás, comprados por seus pais ou avós&#8230;</p>
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