jul 22 2008

Barreiras e a datilografia

Publicado por Ignez Pitta às 12:02 AM em Educação

Desde o início do século XX que foi criada escola de datilografia Remington em Barreiras. Na foto, em que está o Padre Vieira, e é, portanto, da década de 1920, vemos a foto de formatura de uma turma. Além disso, havia diplomas, impressos com toda pompa e curcunstância.

A importância da formação em datilografia era preparar os jovens para o mercado de trabalho daquele tempo, inclusive para concursos. Também incentivava o próprio ato de escrever e assim vemos muitos autores nos jornais semanais daquele tempo e a coirrespondência das empresas já toda datilografada.

Meu pai, Edgard Pitta, que chegou em Barreiras em 1927, logo procurou fazer o curso e tornar-se datilógrafo, o que muito o auxiliou durante a vida inteira, como empresário.

O diferencial de Barreiras está em que, na mesma época, as cidades do interior não possuíam o curso em foco, o que fazia os jovens barreirenses terem essa vantagem e, ao mesmo tempo, atraía muitos estudantes para aqui, inclusive de outros Estados, como o Goiás, Piauí.

Nossas homenagens aos pioneiros da datilografia em Barreiras. Não sei que foram eles, se você souber, informe-nos.

2 comentários

2 comentários to “Barreiras e a datilografia”

  1. Genivaldo Ornelas de Menezeson 06 ago 2008 at 4:17 PM

    Profª Ignez Pitta,

    Recordar é viver…. guardo com muito orgulho meu
    amarelado diploma de datilografia da primeira escola de datilografia de Barreiras”Remington” este nome que é o nome de uma marca de máquina famosa da época, vinha já em marca dáqua no Diploma, já náquela época. Tenho muito orgulho de não ser mais um datilógrafo, mas um bom digitador, que avancei no tempo, graças ao método antigo de datilografia do seu Nicacor da escola Remington de Barrerias, lembro que apenas a primeira lição poderia ver a posição dos dedos, depois em seguida, era uma cobertura de tábua que cobria até os dedos, eu seguia a risca. adorava fazer amizades, mas na escola não queria saber de amizades e de conversas; chegava dez ou quinze minutos antes do meu horário e sempre tinha alguma máquina desocupada e só saia após dez ou quinze minutos após meu horário, quando precisava desocupar a máquina para o próximo horário. comportamento este apoiado pela Professora Maria, “as marias gêmeas da Igreja São João Batista” que não as esqueço!!! Àquela que vendo o meu esforço, com apenas 40 dias de aulas e o curso era de no mínimo três meses; autorizou-me a participar de um teste que participara alunos que já tinha três,seis e até um ano de curso e em uma turma de quarenta, ficara na oitava colocação. O segredo de qualquer conquista é a consentração, a vontade, o interesse, seguir a metodologia comprovada, querer ser o melhor, esforçar-se. Lembro-me que tirei as cópias de todas as lições e sempre treinava bastante a próxima lição em uma máquina velha na casa do nosso renomado Aroldino, na casa das velhinhas que ele cuidava….e na escola apenas tentava bater a lição com o mínimo de seis erros em um espaço limitado de tempo. e tinha conquistado a confiança da Professora Maria que dissera – Genivaldo, quando você atingir o regulamentar e orientado pode passar para a outra lição…Lembro que usava a consciência acima de tudo. Foi minha primeira aula da vida de autodidata, recentemente não tive dificuldade de fazer um Curso Superior, que exigira bastante autodisciplina, determinação e objetividade individual. Obrigado e saudades da Escola Remingon de Barreiras, a àquela família e todos que conquistaram a vida graças a contribuição da Escola remington de Barreiras e a você inez Pitta, que sabe contar esta história melhor do que eu, meus parabéns!!! Genivaldo ORNELAS de menezes.

  2. Nêilitonon 18 nov 2009 at 6:32 PM

    Não se pode esqueçer da Escola de Datilografia do Sr. Nicanor Rêgo e filhos, que funcionou ali esquina/esquina com a antiga Loja Macônica Fraternidade Barreirense na rua Benedita Silveira, em frente à Pç. Engenheiro Geraldo Rocha.

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