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	<title>História de Barreiras</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>Adeus a Mãe Dadá – Aos sete dias de sua morte</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 19:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[“A dor&#8230; Que é a dor? Um mar. E a alegria? Pérola oculta nesse mar fremente. E quantas vezes a pérola encantada Se dissolve lentamente, sepultada E nunca chega a ver a luz do dia.” Aprendi essa pequena poesia ainda no curso primário. Linda e perigosa, porque justifica o pessimismo sem luta para alcançar a superação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/mãe.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-477" title="mãe" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/mãe.jpg" alt="" width="400" height="631" /></a></p>
<p>“A dor&#8230; Que é a dor?<br />
Um mar. E a alegria?<br />
Pérola oculta nesse mar fremente.<br />
E quantas vezes a pérola encantada<br />
Se dissolve lentamente, sepultada<br />
E nunca chega a ver a luz do dia.”</p>
<p>Aprendi essa pequena poesia ainda no curso primário. Linda e perigosa, porque justifica o pessimismo sem luta para alcançar a superação da dor. Nada mais diferente do que foi a vida de Mãe Dadá, marcada por grandes sofrimentos, mas em que ela jamais se entregou ao desespero ou à depressão, sempre com uma fisionomia serena, buscando na própria vida os meios para viver plenamente.</p>
<p>Enfrentou duras lutas, sofreu a dor da perda do esposo Custódio Moreno e de muitos filhos ainda jovens, sem jamais tornar-se amarga, cultivando a esperança e várias atividades que, às vezes, pareciam superar suas forças.</p>
<p>Dizem que a depressão é o mal da nossa época, por isso a figura de Mãe Dadá era uma inspiração para todos os que com ela convivíamos, pois, conseguir sair de si mesmo para encontrar e acolher o outro, além de um exercício de solidaredade, representa um bálsamo, um milagroso remédio para a própria alma.<span id="more-475"></span></p>
<p>D. Edelvira Wanderley Moreno nasceu em Angical e fazia parte da família Wanderley, do famoso Barão de Cotegipe, João Maurício Wanderley, natural de Barra, que foi, ao tempo do Império, a primeira pessoa da nossa região a se destacar em nível nacional. Gozava da mais plena confiança do Imperador D. Pedro II, havendo sido seu auxiliar direto, como Ministro de várias pastas, além de amigo e conselheiro da Princesa Isabel. Dr. Geraldo Rocha tem igualmente a mesma descendência, pelo lado dos Mariani. Por isso, eu muitas vezes pensava, acompanhando já no fim da vida de Mãe Dadá, se o seu espírito empreendedor, e a capacidade de luta e determinação em superar as limitações e dificuldades, se esse carisma não teria origem genética.</p>
<p>O certo é que Mãe Dadá, casada com o Sr. Custódio Moreno, com quem teve numerosos filhos, morando, a princípio, numa fazenda da Sertaneja, onde seu esposo trabalhava, dirigia todos os seus esforços para conseguir proporcionar educação e amplos horizontes a seus filhos. O primeiro, Lavaniere, conhecido como Vanerinho, foi estudar Medicina em Salvador, acolhido pelo grande barreirense, Deputado Juarez Souza. Imaginemos a felicidade de Edelvira e Custódio quando Vanerinho se formou médico! E foi só o início, pois os outros seguiram seus passos, conquistando diplomas universitários, ou de magistério, algumas filhas, no Colégio Padre vieira, em Barreiras.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/livro-mae-dada.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-476" title="livro mae dada" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/livro-mae-dada-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a></p>
<p>Com mais de 80 anos, escreveu um livro, sua autobiografia, que é um relatório, em linguagem afetiva, principalmente, da força com que encarou e lutou com os sofrimentos e obstáculos da vida. Sua última dedicação, fora da família, foi à Academia Barreirense de Letras, fundada em sua casa e onde se realizaram muitas reuniões. Seu carisma a levava até a fazer viagens para participar de reuniões, tal como em Santa Rita de Cássia e Riachão das Neves. Quando, nos últimos meses, a limitação da idade quase a impedia de andar, acolheu com júbilo a idéia de que as reuniões acadêmicas fossem todas realizadas em sua residência, a fim de que pudesse estar presente!</p>
<p>O mais comovente, porém, era o seu coração aberto, a mesa farta, acolhendo filhos, netos, bisnetos e amigos, sempre dedicando atenção a todos. Cuidando e ajudando, como no meu próprio caso: quando estava na fase de coletar patrocínios das empresas para cobrir a publicação do meu livro, &#8220;Barreiras, uma História de Sucesso&#8221; , emocionei-me porque Mãe Dadá, que não era empresária, chamou-me para colaborar com R$ 50,00, o que me deu uma verdadeira injeção de ânimo, naquela hora de cansaço.</p>
<p>Exemplo de luta, de determinação em não se entregar diante da dor, mas, sim mergulhar fundo e conseguir resgatar a pérola encantada da alegria, que brilhava sempre em sua face, com um reflexo da procura por Deus, que foi outro pilar em sua vida.</p>
<p>Quase noventa e seis anos de amor, de fé, de alegria e dedicação generosa à família e amigos! Chegou a hora de descansar no seio do Pai. Fica-nos o seu maravilhoso exemplo, Mãe Dadá!</p>
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		<title>Falece D. Ricardo Weberberger, Bispo de Barreiras</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 15:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[CNBB – Falece Dom Ricardo Weberberger, bispo da diocese de Barreiras Faleceu hoje, 17, às 3h da manhã, no Hospital Central da cidade austríaca de Lins, o bispo da diocese de Barreiras (BA), Dom Ricardo Josef Weberberger, de 71 anos. Dom Ricardo, em maio deste ano, durante a Assembleia da CNBB e o Congresso Eucarístico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/tx_dom_ricardo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-470" title="tx_dom_ricardo" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/tx_dom_ricardo.jpg" alt="" width="271" height="362" /></a></p>
<p>CNBB – Falece Dom Ricardo Weberberger, bispo da diocese de Barreiras</p>
<p>Faleceu hoje, 17, às 3h da manhã, no Hospital Central da cidade austríaca de Lins, o bispo da diocese de Barreiras (BA), Dom Ricardo Josef Weberberger, de 71 anos. Dom Ricardo, em maio deste ano, durante a Assembleia da CNBB e o Congresso Eucarístico (ambos em Brasília), sentiu dores de cabeça e graves distúrbios visuais. Na volta à diocese, o bispo procurou um neurologista, que detectou um tumor no cérebro.</p>
<p>Dom Ricardo aceitou o convite de seus confrades austríacos e de sua família, decidindo então pelo tratamento na Áustria. No dia 9 de junho, Dom Ricardo foi operado retirando completamente o tumor do cérebro. Devido às várias sessões de quimioterapia e radioterapia, o sistema imunológico do bispo ficou muito fragilizado. No último domingo, 15, o quadro de saúde do bispo piorou devido a uma infecção, culminando, hoje, em seu falecimento.</p>
<p>A data e o horário, tanto do velório quanto do sepultamento, ainda não foram definidos pela família do bispo. Uma comissão de seis religiosos, da diocese de Barreiras, segue hoje para a Áustria para acompanhar o velório do dispo diocesano.</p>
<p>Dom Ricardo Josef Weberberger foi o primeiro bispo da diocese de Barreiras (BA). Nasceu 1939, na cidade de Leonfelden (AUS). Chegou à diocese de Barreiras 1974 e sua Ordenação Episcopal aconteceu em julho 1979.</p>
<p>Na última Assembleia da CNBB, Dom Ricardo exerceu um importante trabalho, atuando como membro da Comissão Episcopal que discutiu o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).</p>
<p>Seu lema era “Redentor do Homem – Jesus Cristo”.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/dricardo.jpg"><img title="dricardo" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/08/dricardo.jpg" alt="" width="286" height="320" /></a></p>
<p>Fonte: CNBB</p>
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		<title>A Urbanização de Barreiras – II</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 16:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Vermelha]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanização de Barreiras]]></category>

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		<description><![CDATA[No livro Província da Bahia, publicado em 1888 por Durval Vieira de Aguiar, após percorrer todo o Estado, falando de Barreiras, que era ainda um simples povoado do município de Campo Largo, o autor destaca a produção da borracha de mangabeira, a agroindústria da cana de açúcar e comenta que o seu porto era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/barreiras-antiga-cais.jpg"><img title="barreiras antiga cais" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/barreiras-antiga-cais.jpg" alt="" width="600" height="388" /></a></p>
<p>No livro <strong>Província da Bahia</strong>, publicado em <strong>1888 </strong>por Durval Vieira de Aguiar, após percorrer todo o Estado, falando de Barreiras, que era ainda um simples povoado do município de Campo Largo, o autor destaca a produção da borracha de mangabeira, a agroindústria da cana de açúcar e comenta que o seu porto era o lugar mais barulhento.</p>
<p>O autor chama a atenção também para os recursos naturais existentes na região e que favoreciam a sua colonização, pois oferecia, com abundância, tudo de que se necessitasse para a construção de casas, como barro, (apropriado para a fabricação de tijolos e telhas), calcário, (com que se produzia a cal, outro elemento indispensável para fazer a argamassa), madeira de lei (necessária para a armação do telhado).</p>
<p>Esses elementos essenciais, foram, assim, utilizados desde o início do povoamento de Barreiras, para a construção de casa comuns e imponentes sobrados neoclássicos, visto que o povoado já nasceu rico: por volta de 1870, com a intensa imigração, principalmente oriunda da Chapada Diamantina, de Barra e outras cidades são-franciscanas, como Remanso e Chique-Chique, e dos outros estados do Nordeste, atraídos pela produção e a exportação para o estrangeiro, da borracha de mangabeira, que tinha valor equivalente ao ouro.<span id="more-457"></span></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/rua-Benjamin-Constant_1.jpg"><img title="rua Benjamin Constant_1" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/rua-Benjamin-Constant_1.jpg" alt="" width="600" height="347" /></a></p>
<p>Ainda havia o próprio ouro, que, produzido no nordeste de Goiás, (atual Tocantins), em Natividade, Dianópolis (antigo Duro), era escoado através de Barreiras, deixando grandes lucros aqui, para os comerciantes que o adquiriam para revender.</p>
<p>Outro fator de riqueza foram os diamantes garimpados em Gilbués, no Piauí, também escoados para os grandes centros através do porto de Barreiras. Sobre os diamantes, temos, no Museu Municipal, livros contábeis, já do século XX, de uma empresa pertencente ao Sr. Carlos Irineu da Rocha, apelidado Carrim Vieira, pai de Lélia Rocha. Nesses documentos vêem-se a aquisição dos diamantes, em Gilbués, PI; o pagamento, lá, de impostos, bem como o pagamento, em Barreiras, na exportação para o Rio de Janeiro, dos impostos na Coletoria Federal, ao tempo do Sr. Moysés Carneiro, de quem muitos barreirenses ainda se lembram.</p>
<p>Daqui os diamantes iam para o Rio de Janeiro e é certo que deixavam bons lucros nas mãos do Sr. Carrim Vieira, pois os documentos contábeis atestam a longa duração da sua empresa. Podemos imaginar a cadeia produtiva dos diamantes, desde o trabalho pesado e perigoso dos garimpeiros, o empenho dos compradores, a aquisição pelo Sr. Carrim, a longa viagem a cavalo desde o Piauí a Barreiras, e o também longuíssimo percurso hidro-ferroviário de Barreiras ao Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/casa-vermelha.jpg"><img title="casa vermelha" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/casa-vermelha.jpg" alt="" width="600" height="385" /></a> <a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Brazão-da-Casa-Vermelha.jpg"><img title="Brazão da Casa Vermelha" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Brazão-da-Casa-Vermelha.jpg" alt="" width="399" height="600" /></a></p>
<p>Todos esses eram elementos de enriquecimento que traziam mais imigrantes para Barreiras, além do potencial da agropecuária. E atraíam também exímios pedreiros, capazes de fazer esculturas geométricas em cal traçada, para ornamentos dos majestosos sobrados.  Já as estátuas clássicas que encimam, ainda hoje, muitas dessas casas, vinham de Salvador, feitas por artistas, e sua chegada era até registrada nos jornais locais. Claro que também houve os grandes carpinteiros, cuja memória se liga à construção das estruturas dos telhados e dos sobrados.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que pessoas simples iam também ganhando o suficiente para construir suas casas, formando as ruas e praças. Um núcleo que se manteve mais ou menos homogêneo até o início da década de 1980, quando o ciclo imigratório para a ocupação e cultivo do cerrado fez Barreiras crescer em novo e até então desconhecido ritmo.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Barreiras-1970-foto-Kinkão.jpg"><img title="Barreiras 1970 foto Kinkão" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Barreiras-1970-foto-Kinkão.jpg" alt="" width="600" height="417" /></a></p>
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		<title>Urbanização de Barreiras BA</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 02:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[História de Barreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanização]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil foi descoberto na Bahia e a partir do seu litoral iniciaram-se as entradas ao interior, penetrando a princípio através dos rios que desaguavam no oceano. Os desbravadores buscavam metais e pedras preciosas, bem assim terras férteis e dotadas de chuvas regulares e bacias hidrográficas perenes, que foram encontrar principalmente às margens do rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00281.jpg"><img title="Digitalizar0028" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00281.jpg" alt="" width="600" height="419" /></a></p>
<p>O Brasil foi descoberto na Bahia e a partir do seu litoral iniciaram-se as entradas ao interior, penetrando a princípio através dos rios que desaguavam no oceano. Os desbravadores buscavam metais e pedras preciosas, bem assim terras férteis e dotadas de chuvas regulares e bacias hidrográficas perenes, que foram encontrar principalmente às margens do rio São Francisco e seus afluentes, já que mais de 50% do território baiano acha-se situado no polígono das secas. Com sementes e gado, trazidos das ilhas Canárias e Cabo Verde, foram instalando fazendas à beira desses cursos d´água, tanto que, no Brasil colonial o São Francisco era apelidado de “rio dos currais”.</p>
<p>Na nossa região, à margem esquerda do São Francisco, em 02 de dezembro de 1698, tanto vicejavam as fazendas, que o rei de Portugal, D. Pedro II, assinou uma carta dirigida ao Governador Geral do Brasil, D. João de Lancastre, ordenando que instalasse arraial, para dar proteção aos povoadores, em suas fazendas de gado, citando a lagoa de Parnaguá (hoje, no Piauí), o rio Preto, que deu origem a Santa Rita de Cássia; o rio Grande, onde se criou Campo Largo, atual Taguá, distrito de Cotegipe; o rio São Francisco, fazendo surgir Barra, onde o rio Grande deságua no São Francisco. Também foi criado Pilão Arcado, à margem do São Francisco, que hoje pertence à região norte da Bahia. Por força dessa carta régia, toda a área à esquerda do São Francisco, que se convenciona chamar Oeste baiano, assim como a parte norte, (futuro estado do rio São Francisco) em 1700 foi elevada à condição de distrito de Cabrobó, Pernambuco, com sede em Barra, iniciando-se desse modo a institucionalização da região, com a criação de cargos governativos, sendo o primeiro o de juiz. A carta régia que deu origem à urbanização da área em estudo vinha sendo solicitada há mais de 20 anos pelos habitantes de Barra e foi o ponto de partida para o desenvolvimento e criação dos municípios que evoluíram a partir dos primeiros arraiais.<span id="more-443"></span></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00461.jpg"><img title="Digitalizar0046" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00461.jpg" alt="" width="600" height="375" /></a></p>
<p>O homem que colonizou a área em questão e o boi que ele trouxe eram acostumados há milênios a comer sal, motivo porque a primeira atividade laborativa da região foi o aproveitamento comercial das extensas salinas. Desde o atual município de Casa Nova, no limite com Pernambuco, até Campo Largo, a produção de sal foi a primeira riqueza a ser exportada, para a Chapada Diamantina, Minas Gerais e Goiás, gerando um próspero comércio, ao par da agropecuária.</p>
<p>Situada a 80 km acima de Campo Largo, Barreiras era o último porto no rio Grande, próximo de Goiás e, durante anos, foi apenas o entreposto comercial, aonde os fazendeiros locais e os goianos, produtores também de ouro, iam adquirir produtos industrializdos nas barcas que chegavam de Juazeiro, na Bahia e Pirapora, Minas Gerais, exportando também sua produção. O núcleo urbano primeiro foi o Buracão, atualmente chamado Arraial da Penha, situado a 10km ao sul de Barreiras. Mas a partir de 1870, com a industrialização estabelecendo-se em vários países, houve necessidade de borracha, produzida pelo látex da seringueira, na Amazônia e da mangabeira, na nossa região. Desse modo, surgiu um forte ciclo migratório direcionado à produção da borracha de mangaba, que vicejava nos cerrados, estabelecendo esses imigrantes as suas moradias ao redor do porto, no rio Grande, formando-se o povoado de São João, depois chamado pelos goianos São João das Barreiras, devido às barreiras de pedras que impediam a navegação de prosseguir muito acima do porto.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00041.jpg"><img title="Digitalizar0004" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/Digitalizar00041.jpg" alt="" width="600" height="408" /></a></p>
<p>O preço da borracha de mangaba equivalia ao do ouro, e isso atraía cada vez mais imigrantes, não só os mangabeiros, mas pessoas de variadas profissões: médico, dentistas, farmacêuticos, professores, escritores, poetas, músicos, pedreiros-construtores de belas casas coloniais&#8230; Assim, com apenas 20 anos o povoado de São João, já chamado apenas de Barreiras, pleiteou e obteve sua emancipação política, através da lei estadual, nº 237, de 06 de abril de 1891, sendo instalado a seguir, em 26 de maio de 1891.</p>
<p>Suas primeiras casas foram construídas frente a um alto barranco, para evitar inundações, que constituem hoje a rua do Humaitá, sendo o porto inicialmente no terreno pertencente à UFBA, (Padre Vieira), com uma extensa rampa, a fim de descarregar as mercadorias. Em seguida, com o crescimento urbano, foi o porto deslocado para a curva do rio, num local baixo, apropriado para as rampas de carrego e descarrego, vizinho a um barranco bem extenso e elevado, onde as casas foram construídas, livres de inundções. Com seu crescimento acelerado pelo contínuo fluxo imigratório e pelas vantagens de ser entreposto comercial, a sede do município, que, naquele tempo recebia o título de vila na hora da emancipação, com 11 anos foi elevada à condição de cidade, por já haver atingido o número de habitantes e de casas exigido à época. A categoria de cidade que Barreiras recebeu com apenas 11 anos de emancipada, através da lei nº 449, assinada em 19 de maio de 1902, só era atingida pelos municípios baianos por volta de 50 ou mais anos de emancipação.</p>
<p>Além da borracha, outras riquezas eram representadas pelo algodão e pela agroindústria da cana de açúcar, além da produção de mamona, cereais, farinha de mandioca e da pecuária.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/casammento-de-Arlene-e-Joao-Rocha-no-Arraial-da-Penha-d%C3%A9cada-1960.jpg"><img title="casammento de Arlene e Joao Rocha no Arraial da Penha-  década  1960" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/casammento-de-Arlene-e-Joao-Rocha-no-Arraial-da-Penha-d%C3%A9cada-1960.jpg" alt="" width="600" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Casamento de Arlene e Joao Rocha no Arraial da Penha - década 1960</p></div>
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		<title>O estilo da Catedral de Barreiras</title>
		<link>http://www.historiadebarreiras.com/historia/estilo-catedral-barreiras/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 01:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Catedral de Barreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de São João]]></category>

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		<description><![CDATA[Barreiras já teve, infelizmente, a oportunidade de ouvir dizer que a sua Igreja de São João, atualmente catedral, não tem um estilo arquitetônico definido, não tendo, pois, valor histórico&#8230; O que era de se admirar, pois seu construtor, o Padre Luís Vieira, foi um homem muito culto, português, conhecedor das maravilhosas catedrais européias. Ao viajar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/2ª-foto-Catedral-S.-João-Batista.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-437" title="2ª foto Catedral S. João Batista" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/2ª-foto-Catedral-S.-João-Batista.jpg" alt="" width="375" height="434" /></a></p>
<p>Barreiras já  teve, infelizmente, a oportunidade de ouvir dizer que a sua <strong>Igreja de São João</strong>, atualmente catedral, não tem um estilo arquitetônico definido, não tendo, pois, valor histórico&#8230; O que era de se admirar, pois seu construtor, o <strong>Padre Luís Vieira</strong>, foi um homem muito culto, português, conhecedor das maravilhosas catedrais européias. Ao viajar a Roma, com meu filho Edgard, fiquei atenta ao estilo das igrejas naquela cidade antiga, que já foi capital do mundo, onde o Cristianismo se organizou como instituição e em que reside o Papa, sucessor de São Pedro e Chefe supremo dos Católicos.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 327px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/3%C2%BA-foto-igreja-S.-Jo%C3%A3o-Batista-em-Roma.jpg"><img title="3º foto, igreja S. João Batista em Roma" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/3%C2%BA-foto-igreja-S.-Jo%C3%A3o-Batista-em-Roma.jpg" alt="" width="317" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja em Roma</p></div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 331px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/1%C2%AA-foto-Igreija-em-Roma.jpg"><img title="1ª foto Igreija em Roma" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/1%C2%AA-foto-Igreija-em-Roma.jpg" alt="" width="321" height="470" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja em Roma</p></div>
<p><span id="more-434"></span>Uma das mais antigas igrejas de Roma, que aparece na foto, mostra qual foi a inspiração do Padre Vieira, o estilo românico, com suas janelas características e formas góticas, que, na foto, à primeira vista, olhando rápido, parece ser a nossa catedral. Procurei ver também, ali naquela cidade-berço do Cristianismo instituição, a igreja dedicada a São João Batista, que tem duas torres, por ser muito maior que a nossa, que só tem uma, mas em que, claramente, o Padre Vieira se espelhou, para construir a torre da igreja de Barreiras com o mesmo estilo, como pode ser visto na foto, mas com apenas duas arcadas, em lugar de três.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/4%C2%AA-foto-torre-da-Igreja-S.J.-B-em-reforma.tif"><img title="4ª foto torre da Igreja S.J. B em reforma" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/4%C2%AA-foto-torre-da-Igreja-S.J.-B-em-reforma.tif" alt="" width="369" height="600" /></a></p>
<p>É bom constatar que os construtores de Barreiras, entre eles o Padre Vieira, tinham cultura suficiente para erguer edifícios clássicos e de grande valor arquitetônico, de que a igreja de São João é um belo exemplo. Até a modesta <strong>capela de Santa Teresinha</strong> (primeira igreja dedicada a São João) não é tão modesta assim nas suas impecáveis linhas clássicas e na ampla arcada que se abre para o altar, que demonstra uma grande capacidade para construir, quando não havia cimento armado, esse grande arco feito em tijolos, que segue fielmente o estilo da construção romana. Mesmo na nossa época, em que os altos edifícios já cortam os céus de Barreiras, a elegância das linhas da Catedral de São João Batista ainda a faz ser o símbolo maior de nossa terra, sempre presente nas belas imagens da televisão.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/5%C2%AA-foto-igreja-sta-terezinha.jpg"><img title="igreja sta terezinha" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/5%C2%AA-foto-igreja-sta-terezinha.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Capela de Santa Terezinha</p></div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/6%C2%AA-foto-interior-igreja-S.-Terezinha-antigo.tif"><img title="6ª foto, interior igreja S. Terezinha (antigo)" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/06/6%C2%AA-foto-interior-igreja-S.-Terezinha-antigo.tif" alt="" width="600" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Altar Original da Capela de Santa Terezinha</p></div>
<p>Preserva, Barreiras, seu patrimônio arquitetônico!</p>
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		<title>Arte Brasileira e relíquias preciosas</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 20:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Água Doce]]></category>
		<category><![CDATA[Igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens Sacras]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos tesouros ocultos de Barreiras são as imagens de Senhora Santana, Nossa Senhora da Conceição e São José, resgatadas da Igreja de São José, no antigo povoado Água Doce, quando foi demolida, em parte, pelo Dr. Geraldo Rocha, a fim de ser transformada em garagem, quando comprou as casas dessa povoação, que ficava situada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_403" class="wp-caption alignnone" style="width: 400px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santo-2.jpg"><img class="size-full wp-image-403" title="santo 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santo-2.jpg" alt="" width="390" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem de São José, da antiga igreja do povoado Água Doce</p></div>
<p>Um dos tesouros ocultos de Barreiras são as imagens de Senhora Santana, Nossa Senhora da Conceição e São José, resgatadas da <strong>Igreja de São José</strong>, no antigo povoado <strong>Água Doce</strong>, quando foi demolida, em parte, pelo <strong>Dr. Geraldo Rocha</strong>, a fim de ser transformada em garagem, quando comprou as casas dessa povoação, que ficava situada entre o Arraial da Penha e Barreiras.</p>
<p>Essa Igreja era muito venerada, bem mais antiga do que Barreiras e, quando lá se celebrava a missa do Padroeiro, os habitantes de nossa terra iam festivamente até a Água Doce, para participar das celebrações. Hospedavam-se nas casas dos moradores e, além da missa, participavam igualmente das festas nas casas, feitas em homenagem ao Santo Padroeiro.<span id="more-424"></span></p>
<div id="attachment_404" class="wp-caption alignnone" style="width: 407px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santos.jpg"><img class="size-full wp-image-404" title="santos" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santos.jpg" alt="" width="397" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Imagens da Sagrada Família da antiga Igreja do povoado Água Doce</p></div>
<p>Infelizmente, na década de 1930, dizer-se ateu era moda, era ser moderno e o nosso <strong>Dr. Geraldo Rocha</strong> cometeu esse erro sem tamanho, ao demolir essa Igreja de São José e ainda outra, num povoado próximo, que também comprou, dedicada a <strong>Nossa Senhora da Alegria</strong>. Até hoje alguns idosos de Barreiras ainda cantam o hino de Nossa Senhora da Alegria, e, na Semana Santa, fazem &#8220;Lamentação das Almas&#8221;, do lado de fora do arame farpado, frente à ruína da Igreja, atrás da qual ainda se pode ver um antiquíssimo cemitério.</p>
<p>Muitos anos depois, ao construir um hospital para doar a Barreiras, Dr. Geraldo incluiu uma linda igreja com torre, bem no meio do edifício. Ele dizia que o hospital deveria ser dirigido por freiras, pois quem cuidava de doentes pelo amor de Deus, o fazia com mais dedicação. Paradoxos de um grande homem? Ou a fé em Deus lhe chegou então?</p>
<p>A Igreja por ele construída no hospital, por razão de espaço, na década de 1970 foi retirada do centro do edifício, construindo-se em frente, de um lado, mas a torre com a cruz ficará sempre no seu lugar, abraçando e abençoando quem chega.</p>
<div id="attachment_431" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-eurico-dutra.jpg"><img class="size-full wp-image-431" title="foto eurico dutra" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-eurico-dutra.jpg" alt="" width="600" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Foto contemporânea da fachada do Hospital Eurico Dutra, destacando-se a torre sobre a igreja, que se abria para acolher quem entrasse, com portas no lugar das janelas atuais.</p></div>
<p>Para essa igreja Dr. Geraldo Rocha fez trasladar as urnas com os restos mortais de seus pais, marcando o lugar com uma pedra mármore contendo seus nomes, ainda existente, mesmo depois de haver sido demolido o altar e o espaço da igreja convertido em secretaria, durante a década de 1970.</p>
<p>Para quem se proclamava ateu e demoliu duas igrejas antigas e veneradas pela população, incluir uma igreja no prédio que construiu para o hospital de Barreiras e para ali trasladar os restos mortais paternos é, no mínimo, uma atitude de quem deseja, para os pais mortos, um ambiente sagrado, espititual.</p>
<div id="attachment_402" class="wp-caption alignnone" style="width: 387px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santa-3.jpg"><img class="size-full wp-image-402" title="santa 3" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santa-3.jpg" alt="" width="377" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Imagens da antiga Igreja do povoado Água Doce</p></div>
<div id="attachment_401" class="wp-caption alignnone" style="width: 405px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santa-1.jpg"><img class="size-full wp-image-401" title="santa 1" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/santa-1.jpg" alt="" width="395" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Nossa Senhora Sant&#39;Anna, imagem da antiga Igreja do povoado Água Doce</p></div>
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		<title>Primeiro Intendente (Prefeito) de Barreiras, Coronel Martiniano Ferreira Caparrosa</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 19:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de Várzea]]></category>
		<category><![CDATA[Martiniano Caparrosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso primeiro Intendente tomou posse do cargo em 26 de maio de 1891 e construiu, entre outras obras, o cemitério de São João Batista, de que Barreiras estava necessitando. Também iniciou a construção da Igreja Matriz de São João, seguindo a planta da igreja feita pelos Franciscanos, na Missão de Aricobé, em Angical, por volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso primeiro Intendente tomou posse do cargo em 26 de maio de 1891 e construiu, entre outras obras, o cemitério de São João Batista, de que Barreiras estava necessitando. Também iniciou a construção da Igreja Matriz de São João, seguindo a planta da igreja feita pelos Franciscanos, na Missão de Aricobé, em Angical, por volta de 1730. Infelizmente adoeceu e veio a falecer em 1893, deixando a Igreja com as paredes à altura de um metro e meio.</p>
<p>Antes de morrer, pediu para ser enterrado em frente à Igreja em construção, no que foi atendido. Em 1919 o Padre Luís Vieira veio para Barreiras como vigário e liderou a população para recomeçarem a obra da Igreja, que foi concluída e inaugurada em 1925.</p>
<p>Ao reiniciar os trabalhos, Padre Vieira pediu a D. Joana Caparrosa que retirasse o túmulo de seu esposo, feito à frente da igreja, sendo então trasladados os restos mortais e a pedra mármore para a igreja de Várzeas, atual distrito de Baianópolis, onde ficava a fazenda pertencente à família.</p>
<div id="attachment_396" class="wp-caption alignnone" style="width: 417px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea.jpg"><img class="size-full wp-image-396" title="igreja Várzea" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea.jpg" alt="" width="407" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de Várzea, no Município de Baianópolis, onde está enterrado o primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza</p></div><br />
<span id="more-418"></span><br />
<div id="attachment_395" class="wp-caption alignnone" style="width: 397px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea-2.jpg"><img class="size-full wp-image-395" title="igreja Várzea 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/igreja-Várzea-2.jpg" alt="" width="387" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Igreja de Várzea</p></div>
<p>A pedra ainda se encontra no mesmo local e fomos lá, fotografá-la, junto com a fachada da Igreja, que é muito mais antiga do que Barreiras. Eram os vigários de Várzeas que, na época da colonização do Brasil, emitiam os documentos de propriedade das fazendas requeridas pelos colonizadores. Tais documentos, lavrados nos &#8220;Livros Forais&#8221;, foram depois requisitados pelo governo, em Salvador, estando hoje no Arquivo Público Estadual daquela cidade.</p>
<div id="attachment_400" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/pedra-tumular-2.jpg"><img class="size-full wp-image-400" title="pedra tumular 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/pedra-tumular-2.jpg" alt="" width="600" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Pedra Tumular do primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza, falecido em 1893, no distrito de Várzea, município de Baianópolis</p></div>
<div id="attachment_399" class="wp-caption alignnone" style="width: 400px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Pedra-tumular-Caparrosa.jpg"><img class="size-full wp-image-399" title="Pedra tumular  Caparrosa" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Pedra-tumular-Caparrosa.jpg" alt="" width="390" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Pedra Tumular do primeiro prefeito de Barreiras, Cel. Martiniano Caparroza,  falecido em 1893</p></div>
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		<title>Fotos do Centenário de Barreiras</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 19:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Centenário de Barreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos Antigas]]></category>
		<category><![CDATA[Ignez Pitta]]></category>
		<category><![CDATA[Lélia Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Pamplona]]></category>

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		<description><![CDATA[Parabéns, Barreiras! Quando nossa terra fez seu centenário em 26 de maio de 1991, o então Prefeito recusou-se a celebrar a data, mas um grupo de pessoas constituiu uma Comissão pró-festejos dos Cem Anos, que conseguiu realizar algumas solenidades, entre elas um maravilhoso concerto na Praça Landulfo Alves, feito pela Banda Sinfônica da Polícia Militar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_391" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/centenário-de-barreiras.jpg"><img class="size-full wp-image-391 " title="centenário de barreiras" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/centenário-de-barreiras.jpg" alt="" width="500" /></a><p class="wp-caption-text">Festa do Centenário de Barreiras em 1991 (ao fundo, o Antigo Mercado Municipal) - Apresentação da Banda Sinfônica da Polícia Militar de Salvador-BA</p></div>
<p>Parabéns, Barreiras!</p>
<p>Quando nossa terra fez seu centenário em 26 de maio de 1991, o então Prefeito recusou-se a celebrar a data, mas um grupo de pessoas constituiu uma<strong> Comissão pró-festejos dos Cem Anos</strong>, que conseguiu realizar algumas solenidades, entre elas um maravilhoso concerto na Praça Landulfo Alves, feito pela Banda Sinfônica da Polícia Militar em Salvador, obtida e trazida a Barreiras para isso pelo <strong>Jornal A Tarde</strong>, através do interesse do então chefe da sucursal em Barreiras, Sr. Sérgio Fonseca.</p>
<p>O palanque para os músicos foi conseguido e mandado armar pelo barreirense <strong>Dr. Orlando de Carvalho</strong>. A TV Oeste, que havia sido inaugurada naquele ano, abraçou a causa, levando a notícia do centenário e maravilhosos clipes de Barreiras aos lares de nossa terra.</p>
<p><span id="more-416"></span></p>
<p>O <strong>Colégio Padre Vieira</strong>, através do interesse da <strong>Diretora Joselita Almeida de Carvalho</strong> realizou pela manhã um desfile dos personagens da história de Barreiras e de madrugada a Banda do 4º BEC saiu tocando hinos pelas ruas da cidade, a pedido do então Presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Dário. Antes, a fábrica de óleo e farelo de soja OLVEBASA (atual Cargill) havia patrocinado, com a participação também da Gráfica Irmãos Ribeiro, um lindo cartaz sobre o centenário, que, colocado pelas ruas da cidade, ajudou na divulgação da data, como também o fizeram os jornais locais Nova Franteira e Folha do Vale, bem como a Rádio Vale do Rio Grande e Rádio Barreiras.</p>
<div id="attachment_390" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/centenário-de-barreiras-2.jpg"><img class="size-full wp-image-390 " title="centenário de barreiras 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/centenário-de-barreiras-2.jpg" alt="" width="450" /></a><p class="wp-caption-text">Foto do Centenário de Barreiras (da direita para a esquerda, Ignez Pitta, Lélia Rocha e Luiz Pamplona)</p></div>
<p>A <strong>Escola 2 de Julho</strong>, da <strong>Profa. Vanja Coité</strong> patrocinou a impressão de um folheto com uma bela poesia de <strong>Zé de Hermes</strong>, que ajudou a abrilhantar o centenário. De Brasília, o <strong>Prof. Jézer Dias da Silva</strong> veio e acompanhou o desfile histórico, que foi baseado nas fotos de um igual que ele fez, como Diretor do Colégio Padre Vieira, na década de 1960.</p>
<p>Diante da omissão do poder público, os barreirenses fizeram como que um mutirão de trabalho para realizar a comemoração do centenário, que contou com o entusiasmo de Dr. Luiz Pamplona, Berê Brasil, Lélia Rocha e Ignez Pitta, não saindo, claro, como Barreiras merecia, mas não deixando passar em branco a grande data.  O Country Club, através do seu Presidente, realizou um grande baile, com distribuição do troféu <strong>Homens e Mulheres do Centenário</strong>.</p>
<p>Em 2011 Barreiras fará 120 e é preciso que comecemos a pensar desde agora em festividades comemorativas dessa data.</p>
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		<title>Vistas de Barreiras Antiga da torre da Igreja de São João</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 19:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos Antigas]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de São João]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que o Padre Luís Vieira inaugurou a Igreja Matriz de São João Batista, o fotógrafo Napoleão Macedo começou a fotografar Barreiras do alto da torre do sino, que corresponde à altitude de um edifício de treze andares. Deste lado, vemos parte da rua Rui Barbosa e algumas casas que já foram modificadas: a do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_398" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Nova-imagem.tif"><img class="size-full wp-image-398" title="Nova imagem" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/Nova-imagem.tif" alt="" width="600" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Vista da Igreja de São João</p></div>
<p>Depois que o <strong>Padre Luís Vieir</strong>a inaugurou a <strong>Igreja Matriz de São João Batista</strong>, o fotógrafo Napoleão Macedo começou a fotografar Barreiras do alto da torre do sino, que corresponde à altitude de um edifício de treze andares.</p>
<p><span id="more-414"></span></p>
<div id="attachment_405" class="wp-caption alignnone" style="width: 400px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/sino-2.jpg"><img class="size-full wp-image-405" title="sino 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/sino-2.jpg" alt="" width="390" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Grande e Barreiras, vistos da torre da Igreja de São João</p></div>
<p>Deste lado, vemos parte da rua Rui Barbosa e algumas casas que já foram modificadas: a do <strong>Sr. Antoninho Silva</strong>, onde até hoje reside a sua filha, <strong>Profa. Lucília Silva</strong>, e onde suas irmãs passam férias, quando vêm a Barreiras; a seguir, a que era pertencente ao<strong> Sr. Valdemir Lacerda </strong>e a sua esposa, <strong>Profa. Alda Barros de Lacerda</strong>, que atualmente já teve sua fachada alterada. Depois vem a casa, também já bem modificada, que pertence à <strong>Profa. Idalina Coité</strong>. Em frente às mesmas, a imensa praça São João, que se estendia até à rua Rui Barbosa e que, em 1950, recebeu a construção do prédio dos Correios e Telégrafos e várias casas, reduzindo-se a praça apenas à frente da Igreja.</p>
<div id="attachment_406" class="wp-caption alignnone" style="width: 399px"><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/sino.jpg"><img class="size-full wp-image-406" title="sino" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/sino.jpg" alt="" width="389" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Vista de Barreiras, a partir da torre da Igreja de São João (em primeiro plano à direita o Grupo Escolar Costa Borges)</p></div>
<p>Do outro lado, rua Profa. Giomar Porto, com o Grupo Escolar Costa Borges e outras casas, desembocando na atual Praça Castro Alves, onde Barreiras terminava.</p>
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		<title>PRESENTE PARA VOCÊ, BARREIRAS !</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 22:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Barreiras, uma cidade bonita cheia de encantos, de belezas e esplendor majestoso, encantos que nos atraem, com suas águas límpidas, pôr do sol maravilhoso e povo de aconchego sem igual. Barreiras de mil encantos com seu folclore, histórias e contos; cantados e contados em versos e prosas, por este povo apaixonado por você Barreiras. Barreiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Barreiras, uma cidade bonita cheia de encantos, de belezas e esplendor majestoso, encantos que nos atraem, com suas águas límpidas, pôr do sol maravilhoso e povo de aconchego sem igual.</p>
<p>Barreiras de mil encantos com seu folclore, histórias e contos; cantados e contados em versos e prosas, por este povo apaixonado por você Barreiras.</p>
<p>Barreiras de povo forte, que te ama e te idolatra.</p>
<p>Ó Barreiras, majestosa de fatos e fotos, que nos atraem a conhecer suas belezas e encantos, rio Grande, cachoeiras do Acaba Vida, cachoeira do Redondo, fauna e flora sem igual, eis a mais bela do oeste, minha magnífica Barreiras, Te amo cidade!</p></blockquote>
<p><em>Poesia escrita por Aylla Nunes Eloi (7 anos) e Eyllon Nunes Eloi (10 anos)</em></p>
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