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	<title>História de Barreiras</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>Despedida de Arquias Rocha</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 13:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Arquias Rocha morava no Rio de Janeiro, mas, como barreirense apaixonado, sempre visitava nossa terra. Acolhia no Rio, com carinho todo barreirense que o procurava e estava sempre ligado ao que sucedia em Barreiras. Era filho do Sr. José Rocha, &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/despedida-de-arquias-rocha/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arquias Rocha morava no Rio de Janeiro, mas, como barreirense apaixonado, sempre visitava nossa terra. Acolhia no Rio, com carinho todo barreirense que o procurava e estava sempre ligado ao que sucedia em Barreiras.</p>
<p>Era filho do Sr. José Rocha, portanto primo em segundo grau do Dr. Geraldo Rocha, e irmão do grande lutador pelo estado do Rio São Francisco, Marlan Rocha. Nasceu na rua Silva Jardim, onde ficava, na bela casa de seus pais, em que hoje mora a irmã Gladys Rocha, sempre que vinha a Barreiras, assim como Marlan.</p>
<p>Quando morre um barreirense como Arquias Rocha, o céu de Barreiras perde um pouco da sua luz. Mas ele estava cansado, precisava descansar no seio do Pai das Luzes&#8230; Você viverá no coração dos barreirenses, Arquias! Mas na festa do Divino, de que tanto gostava, não vai espiar por entre as estrelas e estar aqui na sua essência? Tenho certeza de que sim, especialmente este ano, quando teremos uma Imperatriz do Divino!</p>
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		<title>Problemas Barreirenses &#8211; Insuficiência nos órgãos de saúde e Hospitais</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 18:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos passar pela praça do Colégio Polivalente e dar uma espiada no Prédio da Receita Estadual, principalmente num fim de semana. Parece uma concessionária de venda de carros. Claro, todos para cobrar os impostos sobre o agronegócio e o comércio. &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/uncategorized/problemas-barreirenses-insuficiencia-nos-orgaos-de-saude-e-hospitais/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2010/05/foto-eurico-dutra.jpg" alt="" /></p>
<p>Vamos passar pela praça do Colégio Polivalente e dar uma espiada no Prédio da Receita Estadual, principalmente num fim de semana. Parece uma concessionária de venda de carros. Claro, todos para cobrar os impostos sobre o agronegócio e o comércio. Sim, sabemos que nossa região é grande produtora de commodities (milho, feijão, soja, algodão, café) e muita coisa mais&#8230; E para onde vão esses impostos, se apenas há seis anos o Estado da Bahia construiu aqui o Hospital do Oeste, para atender à região de Barreiras, com 15 municípios, à de Santa Maria da Vitória, com 13 e à de Barra, com 09??!! Nosso povo continua desassistido, pois a superlotação no HO é desumana.</p>
<p><span id="more-904"></span>Mas a culpa no cartório não é só do Estado, é também do Município: num tempo em que o Governo Federal repassa altas verbas para a Saúde, Barreiras está dimensionada para ter 48 PSFs (Postos do Programa de Saúde da Família), mas só tem 18. Onde estão os outros 40? Se existissem e funcionassem regularmente, claro que desafogariam o HO, que foi feito como único órgão nesta banda de mundo equipado para tratamentos de alta complexidade.</p>
<p>E o Hospital Eurico Dutra, construído e doado por Geraldo Rocha ao Oeste baiano, por que está subutilizado? E o novo Hospital da Mulher, implantado onde era a Maternidade Municipal, como pode ser inaugurado com tanta festa&#8230; e apenas 35 leitos? Além do próprio município de Barreiras, vários municípios vizinhos pactuaram atendimento de saúde com Barreiras&#8230; Como pode ser isso? As parturientes continuarão dependendo do HO, claro!</p>
<p>Não é possível, em pleno século 21, tanto sofrimento para uma população trabalhadora! E você ainda não viu nada, irmão&#8230; Quando o doente precisa de tratamento em Salvador, se não tiver casas de parentes e procurar a Casa da Prefeitura de Barreiras&#8230; Ali não é lugar para hospedar gente!!</p>
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		<title>Problemas barreirenses &#8211; Alta mortalidade materno-infantil</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 19:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História Contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos parâmetros para avaliação do grau de civilidade de um povo ou região está na forma de atendimento às gestantes, no momento supremo do parto. Salvo raros casos, hoje não existem mais motivos para que a parturiente morra, seu &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia-contemporanea/problemas-barreirenses-alta-mortalidade-materno-infantil/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia-contemporanea/problemas-barreirenses-alta-mortalidade-materno-infantil/attachment/ho/" rel="attachment wp-att-900"><img class="alignnone size-full wp-image-900" title="HO" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/HO.jpg" alt="" width="355" height="250" /></a></p>
<p>Um dos parâmetros para avaliação do grau de civilidade de um povo ou região está na forma de atendimento às gestantes, no momento supremo do parto. Salvo raros casos, hoje não existem mais motivos para que a parturiente morra, seu filho ou ambos. Mas em Barreiras, esses casos de morte são frequentes, constantes, ou então os casos de paralisia cerebral no bebê &#8211; que o afetará pello resto da vida &#8211; devido à demora em se fazer o parto.</p>
<p>Que acontece? Primeiro, a superlotação inacreditável do Hospital do Oeste, HO, que atende à micro-região de Barreiras; do Rio Corrente (Santa Maria da Vitória, Correntina e outros municípios da área; de Ibotirama e ainda pacientes vindas de Goiás, Tocantins e sul do Piauí, Estados com os quais nossa região faz divisa.<span id="more-898"></span></p>
<p>Funcionando há apenas seis anos, o HO já nasceu pequeno, pequeníssimo para uma área tão vasta: pense que, oficialmente, abrange o Oeste baiano e ainda, do lado direito, Ibotirama e as aoutras cidades dessa micro-região, além de pacientes vindos dos Estados vizinhos.</p>
<p>No início da década de 1940 o grande empreendedor, Geraldo Rocha, estava aqui em Barreiras, quando soube que uma mulher morreu com o filho na barriga, por falta de hospital. Tocado pela tragédia, disse: vou construir um hospital, para nenhuma mulher mais morrer de parto, aqui. Falou e fez: Construiu, do seu bolso, o hospital Eurico Dutra, convidando o então Presidente Dutra para vir recebê-lo. O Presidente veio, recebeu a homenagem&#8230; mas, para nossa tragédia, não fez funcionar o hospital, que estava pronto, equipado e apto a salvar vidas. Só no fim da década de 1950, quando, no governo de Juscelino Kubitischek, foi transferido para aqui o DNER, para construir a estrada Brasília/ Fortaleza, primeira a passar por Barreiras, foi aberto o hospital, por iniciativa do DNER. Funcionou durante alguns anos, depois entrou em crise, com a saída do DNER de Barreiras, fundando-se então a ABA, Associação Barreirense de Assistênci, criada pela sociedade barreirense, que, com imensas dificuldades buscava verbas para a continuidade do funcionamento do hospital. Foi então entregue ao governo do Estado da Bahia, para funcionar como hospital regional único para essa banda de mundo que é o Oeste baiano. E assim permaneceu, da década de 1960 até seis anos atrás, quando foi inaugurado o HO. Um Hospital não muito grande para um milhão de pessoas!</p>
<p>Continua</p>
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		<title>Problemas Barreirenses &#8211; Tentativa de Venda do Parque de Exposições Geraldo Rocha</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 14:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição Agraopecuária de Barreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Parque de Exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[Antiga ponte de madeira, vendo-se à esquerda parte do Parque Desde os princípios da colonização do Brasil que a região de Barreiras foi habitada, desenvolvendo seu potencial para a produção de alimentos e algodão. Sua situação geográfica propicia isso, banhada &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/vista-aerea-do-parque/" rel="attachment wp-att-881"><img title="Vista aérea do Parque" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Vista-aérea-do-Parque-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a> <em>Antiga ponte de madeira, vendo-se à esquerda parte do Parque</em></p>
<p>Desde os princípios da colonização do Brasil que a região de Barreiras foi habitada, desenvolvendo seu potencial para a produção de alimentos e algodão. Sua situação geográfica propicia isso, banhada que é pelo rio Grande, afluente do São Francisco, e uma grande bacia de rios perenes, além de ter bons terrenos e um sistema regular de chuvas. Desse modo, a agricultura e a criação de gado foram se expandindo, sendo beneficiadas, já no século XX, pela importação de reprodutores bovinos e de cavalos de raças puras, para aqui trazidos pelo grande empreendedor Dr. Geraldo Rocha, que, com seu cunhado, Coronel Antônio Balbino de Carvalho, e outros sócios, também aqui implantaram uma hidrelétrica, inaugurada em 1928. Com a eletricidade, pôde ser criado por Geraldo Rocha, um grande matadouro-frigorífico, que influenciava positivamente a agropecuária, gerando também numerosos empregos.</p>
<p>Outros empreendedores instalaram indústrias beneficiadoras de algodão, arroz e milho e ainda um fábrica de tecidos de algodão.</p>
<p>Mas foi no início de 1970, que um dinâmico Prefeito de Barreiras, Baltazarino Araújo Andrade, descortinou a importância que teria a criação de uma exposição-feira agropecuária e foi, para isso, apoiado pela família Rocha-Antônio Balbino de Carvalho, herdeiros do Dr. Geraldo Rocha. Eles doaram à Prefeitura um amplo terreno situado bem no centro urbano da cidade, à margem esquerda do rio Grande, no bairro Barreirinhas. O Parque de Exposições! A construção foi iniciada por Baltazarino em 1975, recebendo muito apoio do 4º BEC, que era comandado então pelo Coronel Celso Viana, bem como de outros órgãos do governo, sendo inaugurado em julho de 1976, com a Primeira Exposição-Feira Agropecuária de Barreiras.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/construcao-de-pavilhao-do-parque-de-exposicoes5/" rel="attachment wp-att-863"><img title="Construção de Pavilhão do Parque de Exposições5" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Construção-de-Pavilhão-do-Parque-de-Exposições5.png" alt="" width="600" height="459" /></a><em>Construção de pavilhão do Parque</em></p>
<p>Com o evento, foram atraídos pecuaristas de várias partes do Brasil, que trouxeram seus animais reprodutores, aqui comercializados através de empréstimos bancários, com juros e prazos vantajosos para os criadores locais, o que passou a beneficiar imediatamente a pecuária de Barreiras e de toda a região Oeste. Vários outros produtos rurais, máquinas, animais como ovinos e caprinos logo também passaram a fazer parte da mostra, que, a cada ano, aumentava seu leque de produtos e atrações, ficando conhecida pelo Brasil a fora.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/prefeito-baltazarino-e-comandante-bec-fernando-porres-ferreira/" rel="attachment wp-att-877"><img title="Prefeito Baltazarino e Comandante BEC Fernando Porres Ferreira" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Prefeito-Baltazarino-e-Comandante-BEC-Fernando-Porres-Ferreira.png" alt="" width="300" /><br />
<em>Comandante do IV BEC, Cel. Fernando Porres Ferreira e esposa e o Prefeito Baltazarino Araújo  Andrade e esposa, D. Josefa, na Inauguração do Parque</em></a><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/governador-roberto-santos-e-prefeito-baltazarino/" rel="attachment wp-att-864"><img title="Governador Roberto Santos e Prefeito Baltazarino" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Governador-Roberto-Santos-e-Prefeito-Baltazarino-600x600.png" alt="" width="300" /></a> <em><br />
Governador da Bahia, Roberto Santos ladeado pelo Prefeito Baltazarino Andrade e esposa</em></p>
<p>Ainda toda uma parte de lazer foi montada, com parque de diversões, shows de Luiz Gonzaga e outros artistas famosos, locais para bailes, restaurantes, bares, enfim todo um lado social que atrai para Barreiras um grande público das cidades circunvizinhas, além dos próprios barreirenses, inclusive os que estão espalhados por tantos lugares do Brasil. A Exposição, como é conhecida, tornou-se um ponto de encontro já tradicional e muito querido pelos barreirenses, com trinta e seis anos de realizações e sucesso de público, negócios e divertimento e lazer.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/parque-de-diversoes/" rel="attachment wp-att-872"><img title="Parque de Diversões" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Parque-de-Diversões-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p>O terreno doado pelos Rocha-Balbino à Prefeitura tinha diferenças no nível do solo, o que proporcionou maior beleza à construção das estruturas do parque de Exposições Dr. Geraldo Rocha, tornando-o um dos mais bonitos do Brasil.</p>
<p>Sempre realizada anualmente em julho, alguns Prefeitos, porém, deixaram, em certos anos de organizar a feira, que, no ano de 2008, foi antecipada por Saulo Pedrosa, para coincidir com os festejos de São João, o que ainda mais abrilhantou o acontecimento.</p>
<p>Desde 1976, a cada ano são acrescentadas novas instalações no local, como a Escola do Parque, prédio escolar amplo e bem estruturado, construído na primeira gestão de Saulo Pedrosa e que tem a parte frontal das salas de aula feitas de forma a poderem abrir-se inteiramente para o parque, sendo utilizadas todas como restaurantes, nos sete dias em que se realiza a exposição agropecuária.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/construcao-de-pavilhao-do-parque-de-exposicoes4/" rel="attachment wp-att-861"><img title="Construção de Pavilhão do Parque de Exposições4" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Construção-de-Pavilhão-do-Parque-de-Exposições4.png" alt="" width="600" height="459" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/construcao-de-pavilhao-do-parque-de-exposicoes3/" rel="attachment wp-att-860"><img title="Construção de Pavilhão do Parque de Exposições3" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Construção-de-Pavilhão-do-Parque-de-Exposições3.png" alt="" width="600" height="457" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/construcao-de-pavilhao-do-parque-de-exposicoes2/" rel="attachment wp-att-859"><img title="Construção de Pavilhão do Parque de Exposições2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Construção-de-Pavilhão-do-Parque-de-Exposições2.png" alt="" width="600" height="457" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/construcao-de-pavilhao-do-parque-de-exposicoes/" rel="attachment wp-att-858"><img title="Construção de Pavilhão do Parque de Exposições" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Construção-de-Pavilhão-do-Parque-de-Exposições.png" alt="" width="600" height="459" /></a></p>
<p>E ainda há um prédio onde funciona, durante todo o ano, uma oficina de produção de artesanato típico da região, que funciona como loja, para comercialização dos produtos feitos ali, durante os dias da exposição;</p>
<p>Igualmente possui pavilhões diversos e numerosos prédios onde, durante o ano, funcionam Secretarias Municipais e, no evento da exposição, abrigam Bancos e outras instalações. Há salas para várias Associações, como as de criadores de bovinos e de caprinos e, nas amplas áreas abertas, funcionam diversas atividades, como a prática e aulas de aeromodelismo e equitação.</p>
<p><strong></strong><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/miss-exposicao2/" rel="attachment wp-att-867"><img title="Miss Exposição2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Miss-Exposição2-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a><em><br />
O concurso e desfile de Miss Exposição eram parte importante do evento!</em></p>
<p><strong>Tentativa de Venda do Terreno do Parque de Exposições</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/vista-aerea-do-parque2/" rel="attachment wp-att-883"><img title="Vista aérea do Parque2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Vista-aérea-do-Parque2-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a></strong></p>
<p>Como, pois, a partir de 2011, a Prefeita Municipal de Barreiras, Sra. Jusmari Oliveira &#8211; que nenhuma obra acrescentou ao Parque de Exposições, durante o seu mandato &#8211; apresentou à Câmara de Vereadores o projeto de doação onerosa de toda a área em foco a uma empresa de fora, para que nela possa construir um Shopping Center e um hotel de luxo – somente implantando ali, como prêmio de consolação para o povo, um parque-jardim, além de construir as instalações de um novo Parque de Exposições, a se situar à margem da estrada para Riachão das Neves?! E a escola e todas as outras instituições que funcionam no local?! Por sorte do povo barreirense, a Justiça brecou a realização do projeto, feito sem licitação pública, apesar de haver sido votado por unanimidade pelos Vereadores – que não atenderam ao rumoroso clamor do povo que representam, em prol da defesa do Parque.</p>
<p>Por que a população barreirense não aceita o projeto em causa? Primeiro, pela localização ideal do Parque de Exposições Geraldo Rocha, situado ao centro da cidade, o que facilita o acesso de todos os bairros e dá segurança aos habitantes no trajeto.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/cartaz-parque-de-exposicao-2/" rel="attachment wp-att-857"><img title="Cartaz Parque de Exposição" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Cartaz-Parque-de-Exposição1-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /><em>Ignez Pitta e filho Edgard na inauguração do Parque, em Junho de 1976</em></a><em>. Na parede,  cartazes-convite da primeira Exposição e ao centro tapeçaria feita por D. Judith Pitta em homenagem ao evento.</em></p>
<p>Segundo, pelo valor simbólico – O Parque de Exposições Engenheiro Geraldo Rocha é uma ampla área, parte do terreno pertencente ao maior dos barreirenses por adoção, Dr. Geraldo Rocha, que ali fez construir, do ano 1920 a 1928 a Hidrelétrica Rocha, segunda hidrelétrica do Estado da Bahia, que proporcionou a Barreiras eletricidade farta e barata, com que, além da iluminação das ruas e casas, através da industrialização, Barreiras pôde aproveitar seus amplos recursos agropecuários, com um grande matadouro-frigorífico, instalado em local próximo à hidrelétrica, pelo próprio Dr. Geraldo Rocha, além de serraria. Diversas indústrias beneficiadoras de arroz, milho e algodão, inclusive fábrica de tecidos, empreendimentos feitos por diversos barreirenses foram surgindo na cidade, em face da energia hidráulica, farta e barata. A citada hidrelétrica, hoje em desuso, pertencente à Coelba, e – para nossa tristeza – em ruínas, ainda tem sua sede, turbinas etc., situadas a pequena distância do Parque de Exposições, bem como o matadouro-frigorífico, também arruinado, pertencente, por compra, à Prefeitura Municipal de Barreiras. Em frente ao Parque de Exposições, onde atualmente se localiza um grande pátio de estacionamento que também pertence ao Município de Barreiras, localizava-se o Aviário, ali implantado igualmente pelo Dr. Geraldo Rocha, durante a década de 1940, sendo que a parte construída nesse pátio reverte ainda às antigas instalações do Aviário. Nesse empreendimento da década de 1940, moderno para a época, implantado com todas as regras para tal, criava o Dr. Geraldo Rocha diversos tipos de galináceos das melhores raças puras, trazidos os pintos de um dia, em caixas, diretamente dos Estados Unidos, através dos aviões da Companhia Pan American, que realizavam os voos internacionais Miami/ Belém/ Barreiras/ Rio de Janeiro/ Buenos Aires. O pouso em Barreiras era essencial para o reabastecimento de combustível das aeronaves, que não tinham, na década de 1940, a mesma autonomia de vôo que as atuais, havendo sido para isso construído o aeroporto de Barreiras, iniciado em 1937.  O Aviário em foco dotou Barreiras de excelentes aves de raças puras, bem como de seus ovos, que, além do consumo pela população eram adquiridos para a introdução de melhoria genética das raças criadas por toda a região.</p>
<p><strong><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/miss-exposicao/" rel="attachment wp-att-865"><img title="Miss Exposição" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Miss-Exposição-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a></strong> <em>Desfile da candidata da CODEVASF disputando o título de Miss Exposição</em></p>
<p>Matadouro-Frigorífico, Hidrelétrica, Serraria, Aviário como que formavam um quadrilátero de progresso, desenvolvimento, geração de empregos e – por que não dizer?- fonte de orgulho, exemplo de empreendedorismo e cidadania, formação de uma forte identidade progressista e acendrado senso de pertencimento para os barreirenses. Até hoje, as fotos de tais monumentos históricos, junto com as do aeroporto e dos navios no rio Grande, são o que de melhor simbolizam Barreiras para os barreirenses e ilustram as paredes de residências, empreendimentos comerciais, sítios na Internet, livros históricos&#8230;</p>
<p>Toda a parte da curva do rio Grande, hoje chamada “Baía de Guanabara”, que é parte integrante do Parque de Exposições era coberta de capim (foto abaixo), onde pastava o gado de raça, para aqui também trazido por Geraldo Rocha e que, vendido aos fazendeiros, representava melhoria genética para o rebanho&#8230;</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/vista-da-bahia-da-guanabara/" rel="attachment wp-att-884"><img title="Vista da Bahia da Guanabara" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/Vista-da-Bahia-da-Guanabara.png" alt="" width="600" height="369" /></a></p>
<p>Toda essa extensa área fronteira à curva do rio Grande, décadas após o falecimento do Dr. Geraldo Rocha foi generosamente doada a Barreiras, “de boca”, como antigamente se fazia , pelo seu sobrinho e herdeiro, ex-Governador baiano Dr. Antônio Balbino de Carvalho Filho, para ali ser construído, em 1975, o Parque de Exposições, pelo Prefeito Baltazarino Araújo Andrade. O próprio fato de à época da doação, na década de 1970, não terem havido documentos cartoriais (só agora assinados entre a Prefeita e os descendentes do Doador) comprova que essa doação era alguma coisa orgânica, profundamente ancorada em laços afetivos e de pertencimento, simbólica de tudo aquilo que o local representava no capítulo formação de identidade para os barreirenses! Jamais um mero terreno para balcão de negócios e exploração imobiliária!!</p>
<p>Valor educacional – Funcionando há tanto tempo ali, a Escola do Parque seria transferida para onde? Não existe oferta de área próxima, onde se possa construir outro prédio escolar que abrigue os estudantes do entorno, tendo-se então que remanejá-los para áreas distantes. Seria isso justo?</p>
<p>Valor cultural – Desde o início foi construído no Parque um prédio onde se desenvolve o ensino e prática do artesanato regional, frequentado, inclusive por pessoas idosas. Representa, há mais de trinta anos um grande resgate cultural. Para onde iria? Num lugar distante, poderia ter a mesma frequência?</p>
<p>Valor esportivo – Prática de esportes variados, local de caminhada, aonde as pessoas vão a pé. Seria justo perdê-lo?</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/1-exposicao-3/" rel="attachment wp-att-856"><img title="1 Exposição" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/1-Exposição1-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p>Valor de formação de cidadania e sentido de pertencimento, pois durante o evento da Exposição agropecuária é muito alta a frequência da população ao parque, para assistir aos shows de artistas famosos, espetáculos de vaquejada ou simplesmente passear ou sentar-se com os familiares e amigos nos bares e restaurantes, desfrutando de momentos agradáveis, que intensificam os laços afetivos. O simples passeio entre os pavilhões do gado em exposição, assistência leilões, cursos que ocorrem durante o evento e, para as crianças o encantamento dos parques de diversão! As crianças vivem intensamente tudo o que ocorre no Parque de Exposições, tiram fotos, passeiam de pôneis, maravilham-se diante de tantas novidades! E formam ali uma forte identidade e ligação com sua terra!</p>
<p>Quantas personalidades se formaram em Barreiras, tendo anualmente as visitas ao Parque de Exposições como parte integrante de seu imaginário? Quantas crianças e jovens estudaram e estudam na Escola do Parque? Quantas pessoas ali aprenderam e fizeram artesanatos regionais? Quantas praticaram esportes? Fizeram e fazem caminhadas; colocaram lojas, bares e restaurantes, venderam churrasquinhos, tendo assim uma renda extra; se emocionaram em shows, vibraram nas vaquejadas e outros espetáculos?</p>
<p>Já disseram que o preço da liberdade é a eterna vigilância&#8230; Barreiras e os barreirenses saíram vitoriosos com a decisão judicial de vetar a venda do Parque de Exposições Geraldo Rocha, mas de hoje em diante é preciso estarmos atentos, prontos para lutar pela manutenção desse nosso maior patrimônio arquitetônico, natural e de valor simbólico!</p>
<p><strong><a href="http://www.historiadebarreiras.com/educacao/problemas-barreirenses-tentativa-de-venda-do-parque-de-exposicoes-geraldo-rocha/attachment/1-exposicao-2/" rel="attachment wp-att-855"><img title="1 Exposição 2" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/04/1-Exposição-2-600x600.png" alt="" width="600" height="600" /></a><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Boas notícias: Aproxima-se a conclusão do Anel Viário</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 21:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História Contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Após tantos anos de construída a BR 242, estrada federal que corta o centro de Barreiras, aproxima-se a hora em que o término da construção do Anel Viário, que desviará o trânsito pesado de tantas carretas, fazendo-o contornar a cidade. &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia-contemporanea/boas-noticias-aproxima-se-a-conclusao-do-anel-viario/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia-contemporanea/boas-noticias-aproxima-se-a-conclusao-do-anel-viario/attachment/mapa-anel-viario/" rel="attachment wp-att-831"><img class="alignnone size-medium wp-image-831" title="mapa  anel viário" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/mapa-anel-viário-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p>Após tantos anos de construída a BR 242, estrada federal que corta o centro de Barreiras, aproxima-se a hora em que o término da construção do Anel Viário, que desviará o trânsito pesado de tantas carretas, fazendo-o contornar a cidade. O trabalho de asfaltamento desse contorno, realizado pelo 4º BEC, já foi concluído e agora a empresa que ganhou a concorrência para a construção ponte sobre o rio Grande já iniciou as obras. Vamos torcer para que fique pronta logo essa ponte, que aliviará o centro de Barreiras do trânsito da estrada Salvador/ Brasília, evitando os engarrafamentos diários e acidentes que têm ocorrido no local.</p>
<p><strong>Boas notícias II : Igreja Católica &#8211; A Diocese de Barreiras passará à categoria de Arquidiocese, ligada às de Barra e Bom Jesus da Lapa.</strong><br />
Para corresponder a essa elevação eclasiástica, o Bispo de Barreiras, D. Josafá, está ultimando a organização do Seminário Padre Armindo, que funcionará na ampla casa, à rua Marechal Deodoro, onde residiram por muitos anos as Irmãs da Providência. Também está sendo reconstruído o Centro D. Ricardo, à Praça Emídio Balbino, que resultará em um grande salão para reuniões, vizinho à Primeira Igreja Batista.<br />
Nosso mundo tem fome de espiritualidade e é promissor assistir a essas providências, que só irão intensificar a pastoral em nossa região.</p>
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		<title>Centenário de Antônio Balbino de Carvalho Filho</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 21:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Balbino de Carvalho Filho]]></category>

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		<description><![CDATA[Antonio Balbino (foto doada por Zé Torres) O solo de Barreiras sempre foi terra fértil, para que nele brotassem grandes homens, que se destacaram a nível nacional. Entre eles, Antônio Balbino de Carvalho Filho, nascido a 22 de abril de &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/centenario-de-antonio-balbino-de-carvalho-filho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/centenario-de-antonio-balbino-de-carvalho-filho/attachment/antonio-balbino-foto-doada-por-ze-torres/" rel="attachment wp-att-822"><img class="alignnone size-medium wp-image-822" title="antonio balbino foto doada por Zé Torres" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/antonio-balbino-foto-doada-por-Zé-Torres-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a> <em><br />
Antonio Balbino (foto doada por Zé Torres)</em></p>
<p>O solo de Barreiras sempre foi terra fértil, para que nele brotassem grandes homens, que se destacaram a nível nacional.</p>
<p>Entre eles, Antônio Balbino de Carvalho Filho, nascido a 22 de abril de 1912, numa casa de bela fachada colonial, ainda hoje situada à rua Rui Barbosa, no centro histórico, em Barreiras. Filho do Coronel Antônio Balbino de Carvalho e de D. Custódia Rocha de Carvalho, era o menino Antoninho, amigo e conhecido de seus contemporâneos barreirenses. Que publicaram em jornal local seu belo discurso de orador da turma, quando se formou Advogado no Rio de Janeiro, em 1932, e aí ninguém segurava mais o Antoninho: fez curso de especialização em Ciências políticas em Paris, na França, na conceituadíssima Universidade Sorbonne, em 1933/ 34 e concluiu seu doutorado na Universidade Federal da Bahia em 1941.</p>
<p><span id="more-817"></span></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/centenario-de-antonio-balbino-de-carvalho-filho/attachment/olympus-digital-camera/" rel="attachment wp-att-845"><img class="alignnone size-medium wp-image-845" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/ANTIGO-HOTEL-DOS-VIAJANTES-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><em>Casa à Rua Ruy Barbosa, onde nasceu Antonio Balbino de Carvalho Filho</em></p>
<p>Todo esse estudo foi um eficiente preparo para uma vida em que foi jornalista, desde que era estudante, no Rio de Janeiro, e em Salvador; professor, também na capital baiana, nas Faculdades de Medicina, Direito e Filosofia, bem como autor de numerosos livros de Direito e Economia. Participou de Conselhos de Educação estadual e Federal; Foi Deputado Estadual, Federal, Ministro da Educação e Saúde; Ministro da Cultura, da Indústria e Comércio, quando representou o Brasil, em missão oficial em Genebra, na Suíça, como Chefe da Delegação Brasileira à Conferência de Comércio. Também foi Procurador Geral da República, Governador da Bahia e Senador, até 1971, quando encerrou a carreira política, permanecendo atuante como advogado e agropecuarista, em Barreiras.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/centenario-de-antonio-balbino-de-carvalho-filho/attachment/recepcao-ao-ministro-da-educacao-antonio-balbino-em-barreiras-dec-1950-3/" rel="attachment wp-att-840"><img title="Recepção ao Ministro da Educação Antonio Balbino, em Barreiras dec. 1950" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/Recepção-ao-Ministro-da-Educação-Antonio-Balbino-em-Barreiras-dec.-1950-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /><br />
</a> Recepção a Antonio Balbino, quando o Ministro da Educação , em Barreiras dec. 1950</p>
<p>Mas, para nós, barreirenses, seu principal ato foi quando, na condição de Ministro da Educação, veio a Barreiras, sendo recebido com carinho e grandes homenagens pelo seu povo. Através do microfone da Rádio Educadora de Barreiras, prometeu &#8211; e cumpriu &#8211; à população de Barreiras e do Oeste &#8211; que só contava com educação pública primária &#8211; que, como Ministro da Educação iria designar uma verba para adquirir ao Professor José Seabra de Lemos o seu Ginásio Padre Vieira e Escola Normal de Barreiras, que eram particulares e pequenos, para convertê-los em Colégio Estadual. Promessa que cumpriu pouco depois, como Governador da Bahia, havendo construído magníficos prédios para neles se instalar o educandário. Ainda anexou internato gratuito, masculino e feminino, para receber os alunos da zona rural e das outras cidades vizinhas!</p>
<p>Também construiu o enorme grupo escolar Antônio Geraldo Rocha, onde hoje funciona o segundo grau e fez construir em Barreiras o sistema de água encanada, com filtragem no local de captação, no rio Grande e caixa d´água, doando-o à Prefeitura Municipal de Barreiras, que, na década de 1970, repassou-o ao estado, através da Embasa.<br />
Como Governador da Bahia, Antônio Balbino dinamizou e modernizou a administração estadual, criando vários órgãos, como a CPE, Comissão de Planejamento Econômico, o FUNDAGRO, A COELBA, o BANCO DO FOMENTO ECONÔMICO, depois denominado BANEB, a TEBASA, rebatizada para TELEBAHIA, o PAMESE, Instituto previdenciário, que se chamou depois IAPSEB, a CASEB, a MAFRISA&#8230; órgãos hoje privatizados, de acordo com os ditames atuais, mas que, na década de 1950 deram agilidade e arcabouço moderno à administração estadual baiana.</p>
<p>Ainda em Salvador construiu o Teatro Castro Alves, que permanece como templo dedicado à arte, educação e cultura.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/centenario-de-antonio-balbino-de-carvalho-filho/attachment/cel-antonio-balbino-de-carvalho-e-esposa-d-custodia-r-de-cravalho-com-os-filhos-antonio-balbino-filho-ao-lado-da-mae/" rel="attachment wp-att-823"><img title="Cel. Antonio Balbino de Carvalho e esposa D. Custódia R. de Cravalho com os filhos, Antonio Balbino filho ao lado da mãe" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/Cel.-Antonio-Balbino-de-Carvalho-e-esposa-D.-Custódia-R.-de-Cravalho-com-os-filhos-Antonio-Balbino-filho-ao-lado-da-mãe-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a><em>Cel. Antonio Balbino de Carvalho e esposa D. Custódia R. de Cravalho com os filhos, Antonio Balbino Filho ao lado da mãe</em></p>
<p>Antônio Balbino casou-se com D. Tsylla Veloso Viana Balbino de Carvalho e teve as filhas Solange e Sizete. Faleceu em 05 de maio de 1992, mas seus bens, herdados e administrados pelas filhas e netos, constituem as Organizações Antônio Balbino, diversificadas ainda para a área da comunicação, com duas rádios, uma AM, outra FM, que foram pioneiras no Oeste baiano.</p>
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		<title>Cadê Suringa?</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 00:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>

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		<description><![CDATA[Pessoas existem que são tão intrinsecamente ligadas a Barreiras, e Suringa é uma delas, que nós, barreirenses, como que acreditamos que elas estarão sempre ali, na Praça da Bandeira, no cais, ou em algum outro lugar do centro histórico&#8230; Por &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/cade-suringa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/personagens-barreirenses/cade-suringa/attachment/suring-2/" rel="attachment wp-att-810"><img class="alignnone size-medium wp-image-810" title="Suring" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/Suring1-600x600.jpg" alt="" width="600" height="600" /></a></p>
<p>Pessoas existem que são tão intrinsecamente ligadas a Barreiras, e Suringa é uma delas, que nós, barreirenses, como que acreditamos que elas estarão sempre ali, na Praça da Bandeira, no cais, ou em algum outro lugar do centro histórico&#8230; Por isso dói tanto não ver mais Suringa na porta da sua casa, lá, em frente ao Museu, sentado à noite, com Carlos Almeida e outras pessoas, (antes o Antomar Machado tinha ali cadeira cativa, mas contaram ao Suringa que ele foi ao Cartório de Registro Civil e deu busca em sua certidão de nascimento, vendo, assim, sua idade, que é guardada em segredo &#8211; o que terminou a amizade). Ou o víamos andando, ou sentado, sozinho, ou ainda num banco da Praça da Bandeira, conversando com o Sargento Guilherme&#8230; Essas pessoas, em sua lúcida longevidade, como que nos transmitem paz, um forte senso de identidade em relação a nossa terra, de pertencimento às nossas origens.</p>
<p>Onde está Suringa? Foi internado no Hospital do Oeste, devido a uma queda, (ah! os três k, são mortais&#8230;) que originou um coágulo em seu cérebro. Pergunte a Flora, que ela sabe explicar. Segundo dizem, já está de alta no HO. Mas Carlos Almeida, seu amigo do peito, vai visitá-lo e chega bem cabisbaixo&#8230;<span id="more-801"></span></p>
<p>Como Ivan Santos Pisa, filho da siá Totó (Maria Vitória) e do exímio pedreiro Ivan Pisa &#8211; a quem se deve, no início do século XX, a construção de muitas belíssimas casa, incluindo a Casa Vermelha, foi ser apelidado Suringa? Quem deu esse apelido? Uma vantagem possui: é único, individualizou para sempre o seu dono.</p>
<p><a title="casa de Suringa" href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/casa-de-Suringa.jpg"><img title="casa de Suringa" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/03/casa-de-Suringa-600x600.jpg" alt="casa de Suringa" width="600" height="600" /></a></p>
<p>Passado de Barreiras: Suringa era gente do Coronel João Daniel Lopes, pai de D. Lindinha, mãe de Cleonice Lopes, a inesquecível professora Cleó. Ia diariamente a sua casa, cuidava de aves e de plantas&#8230; mas Cleó foi para o céu, dar aula de Português aos anjinhos e Suringa sentiu a falta daquele porto seguro. Sorte que ficou muito amigo de Flora e ela o ajudava muito. Aposentado, Suringa foi excelente motorista e trabalhou muito, morava na casa herdada dos pais, em frente à Casa Vermelha, mas nunca se casou. Teve umas transas lá para o lado de Missão do Aricobé. Quando mais novo, não perdia a festa do Divino de lá&#8230;</p>
<p>Sem esposa, sem filhos, Suringa era uma encarnação viva de Barreiras, um patrimônio histórico (e como sabia coisas!) pertencente a todos nós. Dizem que está a caminho dos cem anos&#8230; Volte, Suringa!</p>
<p>***</p>
<p>Adeus, Suringa!</p>
<p>Sabe-se que o Sr. ivan Pisa, pai de Suringa, apelido de Ivan Santos Pisa, imigrou para Barreiras, vindo da Chapada Diamantina. Aqui se casou com D. Maria Vitória, que trabalhava na Fazenda Recreio, como se chamava, no início do século XX, o terreno situado às margens do rio Grande, no local onde o rio de Ondas lança as suas águas.</p>
<p>Posteriormente, na década de 1920, nesse lugar foi implantado o Colégio pertencente ao Ministério da Agricultura, denominado Aprendizado Agrícola. Depois, a partir de 1948, ali funcionou o Colégio Padre Vieira, e por último, houve a implantação da UFBA no local.</p>
<p>O casal Ivan Pisa e Maria Vitória teve dois filhos, mas um morreu jovem, ficando apenas o Suringa, que foi, como o pai, um homem muito trabalhador. Era muito ligado ao pai de D. Arlinda Lopes (D. Lindinha), o Coronel João Daniel Lopes, que foi um dos notáveis personagens do início da história de Barreiras. Basta olhar, do lado esquerdo da Praça Cel. Antônio Balbino (Praça da Alimentação), o tamanho e a beleza de sua casa comercial, cujo nome ainda lá está, entre duas estátuas – Casa Daniel.</p>
<p>Suringa era muito devotado à sua mãe, conhecida como siá Totó, e que viveu muito, na bela casa construída por seu pai, na rua Barão de Cotegipe, próxima ao Museu Municipal e fronteira à Casa Vermelha, considerada por muitos a mais bela casa antiga de Barreiras, construída também pelo Sr. Ivan Pisa, que foi um dos artífices-artistas das lindas casas neoclássicas de Barreiras.</p>
<p>Suringa gostava de caminhar silenciosamente pelas ruas de Barreiras, vendo e ouvindo tudo, sabendo e conhecendo todos os acontecimentos, com suas cobras e lagartos… Sua devoção à família Lopes levou-o a doar sua casa aos filhos de Daniel Lopes, que também muito lhe queriam bem.</p>
<p>E quem era que não queria bem a Suringa em Barreiras?</p>
<p>Ele ontem faleceu, com 95 anos, após uma doença abençoadamente curta, deixando um vácuo na devoção barreirense aos ícones de nossa terra. Vá com Deus, Suringa! Sua lembrança viverá conosco.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Foguete de rabo</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 23:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das lembranças mais antigas da minha infância em Barreiras, nas décadas de 1940 e 50, é a dos foguetes de rabo, soltados durante as procissões de São João Batista, Sagrado Coração de Jesus, Festas do Divino e São João &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia/foguete-de-rabo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/02/SDC11638.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-796" title="&lt;KENOX S860  / Samsung S860&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/02/SDC11638.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/02/SDC11638.jpg"></a>Uma das lembranças mais antigas da minha infância em Barreiras, nas décadas de 1940 e 50, é a dos foguetes de rabo, soltados durante as procissões de São João Batista, Sagrado Coração de Jesus, Festas do Divino e São João e em muitasoutras ocasiões.</p>
<p>Eram foguetes feitos aqui mesmo pelos fogueteiros – essa era profissão respeitada então – e que consistiam num pedaço de taboca, bambu ou outro galho oco, fechado em baixo com barro de liga amassado e cheio de pólvora. Era amarrado na ponta de uma fina vara, com a parte fechada para baixo, ficando livre a dapólvora, onde se colocava o fogo. O foguete subia que era uma beleza, varando os céus com um zumbido, até estourar com um pipoco bem alto e ao fim, cair a varinha.</p>
<p>Claro que aqui já existiam no comércio os fogos industrializados, como os foguetes Adrianino e outras marcas, além de busca-pés, cobrinhas e outros, soltados pelos meninos junto às fogueiras de São João. Mas nas grandes solenidades ainda eram os foguetes de rabo que davam as cartas, melhor dizendo, davam os estouros&#8230; e davam sustos, também, nas procissões, quando as varinhas voltavam do céu, caindo com alta velocidade na cabeça de alguém&#8230; Mas tudo bem, fazia parte.<span id="more-793"></span></p>
<p>Barreirenses se lembram até da história, contada com o maior orgulho pelo autor da façanha, o saudoso Joãozinho Figueiredo: conseguiu abrir uma janela alta e jogou uns foguetes de rabo para dentro do baile de carnaval que estava acontecendo no Cine Teatro Vitória, à rua Silva Jardim, que era onde, na década de 1940/50, o Clube ODragão Social, antes de ter sede própria, realizava suas festas. Foi um sururu, um pandemônio dos pecados, pois os bichos, isto é os foguetes rabudos, não podendo subir, saíram na horizontal, (assim foram jogados pelo digníssimo autor do feito), correndo atrás dos perplexos foliões, que, tomados de pânico, buscavam a saída atropeladamente, sem compreender que ataque era aquele, se era a guerra, os comunistas, os extra-terrestres ou até os próprio sdiabos do inferno, soltando fogo, com seu chifre e rabo. Na confusão, os sapatos foram saindo dos pés apavorados,e ficando, o monte, no salão – Seu João Figueiredo não omitia esse detalhe, e também que, injustamente – claro –dormiu na cadeia aquela noite&#8230;</p>
<p>O tempo passou e também o foguete de rabo, que é, inclusive, personagem da nossa história, pois no livro que é a verdadeira bíblia do historiador baiano, Província da Bahia, editado em 1888 pelo autor, Durval Vieira de Aguiar, ele, que percorreu todos os recantos do nosso Estado, ao falar de Barreiras, cujo potencial muito elogia, referindo-se a São Desidério, informa que ali existem inúmeras grutas, de onde os fogueteiros vão tirar o salitre, com o que fazem a pólvora para os foguetes. Haja povo festeiro! Já em 1888, quando Barreiras nem era ainda município! Barreiras só se emancipou, tornando-se município independente, em 1891, levando São Desidério, que, em 1895 foi elevado a seu distrito, junto com Santana, atual Catolândia.</p>
<p><strong>Como fazer o foguete de rabo</strong><br />
As informações sobre a confecção dos foguetes rabudos, contidas nesse trecho, fui obtê-las com o Sr. Alpiniano Alves das Neves, primo legítimo de meu sogro, Corsino Almeida, que acaba de celebrar 100 anos: explicou-me que se enchem de pólvora os gomos de taboca, bem fechados com barro de fazer pote, e se amarram esses gomos em varetas feitas também de taboca.</p>
<p>Põe-se o fogo e é esperar para ver o foguete zunir para cima e estourar alegremente. Festa de Padroeiro não era festa sem foguete, bem assim comemoração de batizado, casamento, jogo de futebol, pagamento de promessa! O Sr. Alpiniano, que é um sólido expoente das nossas tradições, após criar os filhos, mantém em sua casa o “Café da Manhã de Alpiniano Neves”, perto da Delegacia velha, onde fornece café com beiju, cuscus e ovo estrelado, carne seca frita e outras deliciosas comidas tão nossas, a uma freguesia cativa.</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/02/SDC11639.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-795" title="&lt;KENOX S860  / Samsung S860&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2012/02/SDC11639-767x1024.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
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		<title>Como fazer um museu histórico?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 14:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História Contemporânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Barreiras sedia a primeira oficina regional de documentação de museus Desde que nosso conterrâneo, o baiano Gilberto Gil foi titular do Ministério da Cultura, ele se empenhou em divulgar um novo conceito de museu. Antes considerado como a casa das musas, da &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia-contemporanea/como-fazer-um-museu-historico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3656.jpg"><img title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3656.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><em>Barreiras sedia a primeira oficina regional de documentação de museus</em></p>
<p>Desde que nosso conterrâneo, o baiano Gilberto Gil foi titular do Ministério da Cultura, ele se empenhou em divulgar um novo conceito de museu. Antes considerado como a casa das musas, da beleza sublime de quadros e outras maravilhosas obras de arte, sem abandonar, claro, esse conceito, outra ideia passou a surgir, ao pensarmos em museu: a casa da cidadania, o museu histórico que até as pequenas cidades podem ter, retratando a sua origem, seus fundadores, a cultura popular e a vida de seus habitantes. Um lugar privilegiado pelas lembranças das pessoas, que ali também se retratam e onde se  sentem pertencer. O museu histórico que desperte na criança, no jovem, em todos que o visitem um forte senso de identidade, ao reconhecer que são uma parte importante, uma continuidade daqueles que ali estão representados através de suas fotos, objetos, documentos, vida cultural, econômica, religiosa&#8230;</p>
<p>Em vista disso, a Diretoria de Museus &#8211; Dimus &#8211; do IPAC, pertencente à Secretaria Estadual de Cultura, em Salvador, vem se empenhando em divulgar essa tão enriquecedora ideia de museus em todo o Estado, visando levá-la às cidades do interior, em cada um dos nossos territótios de identidade.<span id="more-782"></span></p>
<p>De início, organizou o <em><strong>1º Encontro Baiano de Museus</strong></em>, em Salvador, convidando pessoas de algum modo ligadas a museus, em todo o Estado e criando então uma rede de voluntários, para atuar como articuladores. Da nossa região Oeste, ficamos eu, Ignez Pitta, da bacia do rio Grande e Joaquim Lisboa e Angélica Rodrigues, da bacia do rio Corrente, que nos comprometemos a disseminar a nova ideia do museu existir em cada cidade, como instrumento educacional e formador de cidadania.</p>
<p>Desse modo, com o apoio dos articuladores, puderam ser disseminadas oficinas de conhecimentos museais, ministradas pela DIMUS, através de toda a Bahia, organizadas, em cada região, com o apoio do município sede.<br />
E assim chegou a vez do Oeste: todos as Secretarias de Cultura dos municípios, instituições museais em funcionamento ou em vias de organização foram convidadas, sendo que vieram representantes de Buritirama, São Desidério, Catolândia, Luís Eduardo, Santa Maria da Vitória, Cristópolis, Wanderley e de Barreiras, a fim de participar dessa, que é a oficina inicial, onde os participantes aprendem o bê-a-bá da organização de um museu: a documentação das peças que constituem o seu acervo.</p>
<p>De Santa Maria da Vitória, além dos articuladores, veio um representante do Museu que guarda as peças do grande carranqueiro, Guarany; Em Barreiras, a Diocese está organizando o Memorial D. Ricardo e enviou uma representante, comparecendo também um organizador de quadrilhas juninas; a professora da UFBA que está montando o Museu do Cerrado e vários alunos; representantes do Memorial do Colégio Padre Vieira e do Museu Napoleão de Mattos Macedo. Os representantes dos outros municípios que compareceram irão poder iniciar em cada um deles o seu museu histórico.</p>
<p>A DIMUS enviou a museóloga Marília Pereira, que, por três dias nos passou a metodologia, de forma teórica e com muitas práticas, de como iniciar um museu, fazendo corretamente a documentação do seu acervo, também realizando visitas técnicas ao Memorial do Padre Vieira, ao Museu do Cerrado e ao Napoleão Macedo, prestando várias orientações adequadas. Também foi com a turma visitar o casarão que sediará o Museu projetado para ser inaugurado brevemente em São Desidério, imóvel que pertenceu ao primeiro Presidente da Câmara de São Desidério, agora adquirido e belamente restaurado pela Prefeitura.</p>
<p>A Oficina teve lugar em Barreiras no Palácio das Artes, tendo recebido total apoio do Coordenador de Cultura do município, João Bosco Fernandes e de Gelson Vieira, Representante Estadual do Territorio, que, inclusive, participou da oficina e recebeu o diploma, junto com a turma.</p>
<p>Agora nos empenharemos em registrar as inaugurações dos vários museus que, brevemente, estarão nascendo em nossos territórios!</p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3603.jpg"><img title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3603.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3597.jpg"><img title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3597.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3597.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3497.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-784" title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3497.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3497.jpg"></a> <a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3565.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-785" title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3565.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3565.jpg"></a> <a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3575.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-786" title="&lt;SAMSUNG DIGITAL CAMERA&gt;" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3575.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><br />
<a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/12/SAM_3575.jpg"></a></p>
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		<title>Origem do nome de Barreiras</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 17:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas sempre perguntam: como uma cidade que oferece tantas oportunidades, a ponto de estar continuamente recebendo imigrantes (desde sua fundação, no ciclo migratório da borracha, a partir de 1870,  até nossos dias), pode se chamar Barreiras?! Barreiras não é &#8230; <a href="http://www.historiadebarreiras.com/historia/origem-do-nome-de-barreiras/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/11/Barreiras.png"><img class="alignnone size-full wp-image-734" title="Barreiras" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2011/11/Barreiras.png" alt="" width="576" height="444" /></a><br />
As pessoas sempre perguntam: como uma cidade que oferece tantas oportunidades, a ponto de estar continuamente recebendo imigrantes (desde sua fundação, no ciclo migratório da borracha, a partir de 1870,  até nossos dias), pode se chamar Barreiras?! Barreiras não é aquilo que barra, que impede? Quais são, afinal, essas barreiras, tão poderosas que suplantaram o nome inicial, São João? Afinal, o que é que essas barreiras barram?</p>
<p>Para compreender, olhe a foto acima: elas barram a navegação, pois  são barreiras de pedras à flor d&#8217;água, dentro do rio Grande, que fica até parecendo o rio de Ondas; inclusive faz o mesmo som, que, de longe, já se escuta. E barram totalmente a passagem de um navio, exceto canoas muito estreitas.</p>
<p>A navagação pelo rio Grande, afluente do São Francisco, era o fator mais importante do progresso local, desde a fundação de Barreiras, até a década de 1970, quando o 4º BEC se instalou aqui para fazer as estradas. Antes disso Barreiras era ilha: aqui só se chegava de barco ou de avião! <span id="more-733"></span></p>
<p>Situadas  a uns três km acima do nosso porto, essas barreiras forçavam a que este fosse o último porto no rio Grande, impedindo que os barcos continuassem a subir o rio, aproximando-se mais do Estado de Goiás (que hoje, com a divisão, tornou-se  Goiás e Tocantins).</p>
<p>Àquela época antiga, os goianos do norte (atual Tocantins) não dispunham de estrada (a não ser de cavalo) para sua capital, que era, além disso, muito distante, situada ao sul de Goiás. Sua capital econômica era Barreiras, bem mais próxima, aonde vinham, com suas tropas de burros, trazer toda a sua produção agropecuária e a do ouro, para comercializar. Ao mesmo tempo, abasteciam-se de todos os gêneros que não produziam, como açúcar, sal, café, medicamentos e todos os artigos industrializados. Se não existissem aquelas barreiras de pedras, impedindo o prosseguimento da navegação, poderiam descer dos cavalos bem antes e seguir viagem até Barreiras com mais conforto, embarcados em navios. Por isso usavam o nome de São João das Barreiras, enfatizando o local.  Nomes de lugares, quando são grandes, logo começam a ser abreviados e assim o São João foi deixando de ser dito, ficando apenas as barreiras.</p>
<p>O nome São João das Barreiras pode hoje ser encontrado apenas nos arquivos do Cartório de Registro Civil de Taguá, antigo Campo Largo, de onde se originou Angical e depois Barreiras. De Campo Largo originaram-se 11 municípios da nossa região; Formosa e Mansidão desligaram-se de Santa Rita e Buritirama emancipou-se de Barra.</p>
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