
Sem ter tido minas de qualquer metal precioso, Barreiras viveu, desde sua origem até algumas décadas atrás, um verdadeiro ciclo do ouro, devido à fartura desse valioso metal no vizinho estado de Goiás e atual Tocantins, com seus ricos garimpos. Eram muitas histórias… contava-se até que lá o ouro era tanto, que as galinhas, quando ciscavam o chão à cata de milho, às vezes engoliam pequenas pepitas de ouro – que são são mesma cor do milho – e, por isso, a caminho da panela, era preciso observar com atenção o conteúdo de seu papo, que poderia conter uma verdadeira riqueza…
Na vizinha cidade de Dianópolis, atual Tocantins, havia entrada de garimpos até dentro da área urbana, em outros lugares, eram procuradas as pepitas nas margens e leitos dos riachos.
Muito distante da sua própria capital, situada bem ao sul, que foi primeiro Goiás Velho e depois Goiânia, o norte de Goiás comercializava o seu ouro através de Barreiras, onde existiam muitos ourives com sua criativa produção de jóias, inclusive revenda de jóias fabricadas nas áreas dos garimpos, pricipalmente peixes de ouro, correntes, crucifixos etc. Os dentistas, também, em lugar de fazerem obturações usando o amálgama importado, próprio para isso, e, claro, bem mais caro, preferiam utilizar o ouro, que era muito mais barato aqui, enfim, era a própria prata da casa… Dentistas de outros lugares, como de Juazeiro, às margens do rio São Francisco, também mandavam comprar ouro em Barreiras, e, entre algumas pessoas, havia até o hábito um tanto bizarro de ostentar riqueza e poder, recobrindo totalmente de ouro um ou mais dentes da frente, o que foi muito comum até meados do século XX: exibiam um faiscante sorriso áureo! Leia o artigo completo