
Entrada do Rego, no Rio de Ondas
Construir uma hidrelétrica em 1920, num lugar onde existisse uma queda d´água representava um grande empreendimento, muito foco e articulação. Mas construir uma onde essa cachoeira não existia… como aqui dentro de Barreiras, bem, isso já é brincar de Deus!
Teria que ser cavado, a braço e força de homem (ainda não era comum a existência de trator), um rio de dez metros de largura e 8 quilômetros de comprimento, como Dr. Geraldo fez, para realizar a transposição das águas do rio de Ondas até dentro do bairro Barreirinhas, a um lugar onde um desnível natural do terreno permitiria cavar para construir a queda d´água que moveria as turbinas. E assim realizar o milagre da energia hidráulica. Se isso fosse hoje, mesmo assim ainda seria uma obra grandiosa! Mas de 1920 a 1928… Assim foi criado o antigo Rego de Barreirinhas, que alimentava a Usina Hidrelétrica de Barreiras.
Houve primeiro o milagre da multiplicação dos empregos, claro, e de todos cantos da nossa região vieram homens para trabalhar, de picareta, enxada, pá… No Museu Municipal existe a planta baixa desse rio feito pela mão humana, e vamos imaginar a competência necessária, há 80 anos, sem os instrumentos precisos que existem hoje, para fazer a água desviar-se do rio de Ondas, entrar no canal e correr até encontrar a queda que a precipitaria nas turbinas.
Veja a seguir fotos da construção do Rego e da Usina Hidrelétrica de Barreiras:

Contrução da Usina Hidrelétrica de Barreiras

Contrução da Usina Hidrelétrica de Barreiras

Contrução da Usina Hidrelétrica de Barreiras

Contrução da Usina Hidrelétrica de Barreiras
Que homem focado em grandes obras era Dr. Geraldo! Mas de repente sabemos que tinha uma irrefreável curiosidade também por pequenas coisas, como a tradição oral nos conta que ele queria saber para onde corriam as águas do riacho João Rodrigues, que, em Catolândia e São Desidério, surgem, formando lagoas e grutas, como a Lagoa Azul e a Gruta do Catão, o Buraco do Inferno, o Sumidorzinho e depois mergulha na rocha, penetrando novamente na serra calcária. Havia a hipótese de que elas desaguavam no rio São Desidério, no Poço do Surubim. Mas Dr. Geraldo queria ter certeza: e foi colocar anil (corante azul que antigamente se usava na lavagem de roupas), nos pontos onde o rio mergulhava na serra e depois dirigiu-se, para esperar o resultado, ao Poço do Surubim. E não deu outra: após algum tempo, correndo pelas entranhas calcárias da serra, as águas que se precipitavam no Poço do Surubim começaram a surgir azuis, do mais belo azul-anil! Era a capacidade de maravilhar-se com os fenômenos da natureza, o dom infantil que persistia na mente genial e científica!
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vcs falaram falaram e eu naum entendi nada
Gostei muito de ver essas fotos! Pois hoje eu posso comparar a antiga usina Hidreletrica, onde se passava o canal do rego, como ficou o antigo matadouro e muito soutros pontos historicos do crescimento da nossa cidade Barreiras.
louco !!!
Esta usina hidreletrica deveria ser mais presevada para visitas com museu de arte em homenagem ão dr.Geraldo Rocha
Francisco Assis Freitas
Esta usina hidreletrica deveria ser mais presevada para visitas como museu de arte em homenagem ão dr.Geraldo Rocha
Francisco Assis Freitas
Francisco de Assis
Você tem razão. Como a usina pertence à COELBA, que a deixou bandonada, devia ser desapropriada pela Prefeitura, restaurada, para servir de museu.
nossa a historia de barreiras e muito bonita ,como começou e dr.geraldo rocha foi um grande homem em nossa cidade…
Sim, Valéria Cristina, nossa história é linda. Você já foi ver as ruínas da hidrelétrica?