Ao ser contratado para trabalhar na construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, com os ingleses, estes entregaram-lhe um envelope com toda a papelada, acrescentando no meio dos documentos um cheque ao portador, de duzentos mil cruzeiros.
Além de muito honesto, Dr. Geraldo Rocha – convenhamos – não era bobo nem nada: devolveu o envelope tal como o recebeu, acompanhado de um ofício em que dizia existir entre os papéis um que não fazia parte do trabalho e que só poderia receber quando este papel estranho fosse retirado. Os ingleses, então fizeram o mesmo cheque nominal a ele e o colocaram de novo no envelope. Ele prontamente o devolveu, dizendo que continuava a existir um papel estranho entre os documentos e acrescentando que já era muito bem pago pelo seu trabalho.
Com isso, obteve a total confiança da firma inglesa que havia se associado ao Brasil, para a execução daquela obra. Que exemplo Dr. Geraldo nos dá, mostrando a ética como o caminho a ser seguido!
Este fato era muito conhecido e comentado em Barreiras… mas passaram-se cinquenta anos da morte do Dr. Geraldo Rocha! É preciso que seja relembrado e penetre na consciência dos nossos jovens.
Este episódio, além da tradição oral, encontra-se registrado na obra de Napoleão Austregésilo Dias de Macedo, “Legados da História – Geraldo Rocha, o Mito”
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Não é fantástico que com todas mudanças culturais, todas as idas e vindas da moda…
Não é incrível que os valores morais são, apesar de tantas mudanças, (e provavelmente deverão continuar sendo) imutáveis?
Da época de nossos ta-ta-ta-ta-ra-vós ética, respeito, verdade são PILARES e a todo momento há alguém querendo “pegar um caminho mais curto” tentando driblar o correto.
Está aí mais um exemplo histórico:grande Dr. Geraldo Rocha. Não conhecia seus feitos, mas é extremamente atual.
Beleza de matéria!
Vinicius, ainda bem que, apesar de tantas idas vindas, os princípios morais são e serão o único caminho certo.
Grande Geraldo Rocha!
Ignez Pitta