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	<title>História de Barreiras &#187; Agricultura</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>Algodão colorido no oeste da Bahia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 00:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Algodão]]></category>

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		<description><![CDATA[A Bahia é o segundo maior produtor brasileiro do algodão tradicional, sendo que nessa produção se destaca a região oeste, com sua cultura de alta tecnologia, feita no cerrado e direcionada ao agronegócio. Entretanto, há tempos atrás, o algodão já foi cultivado em todo o oeste baiano pelo pequeno agricultor de economia familiar, e agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="attachment wp-att-146" src="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-009.jpg" alt="Algodão Colorido" width="500" height="375" /></p>
<p>A Bahia é o segundo maior produtor brasileiro do algodão tradicional, sendo que nessa produção se destaca a região oeste, com sua cultura de alta tecnologia, feita no cerrado e direcionada ao agronegócio.</p>
<p>Entretanto, há tempos atrás, o algodão já foi cultivado em todo o oeste baiano pelo pequeno agricultor de economia familiar, e agora a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) inicia um trabalho nesse sentido, mas visando à produção do algodão colorido, que poupa o planeta dos efluentes usados no tingimento e é 30% mais valorizado. Muito procurado por países desenvolvidos, como o Japão, por ser ecológico e antialérgico, já que não usa tingimento, o ideal é que o algodão colorido seja produzido de forma orgânica, isto é, sem o uso de fertilizantes químicos ou agrotóxicos, o que é impossível na cultura em larga escala.</p>
<p>Sendo nativo do nordeste, o algodão colorido está adaptado às suas condições climáticas e de solo, e, cultivado familiarmente, a defesa contra a praga do bicudo (inseto que ataca o algodão) pode ser feita manualmente. No outros requisitos do manejo seguirá os protocolos específicos para o algodão como o de erradicar as plantações logo após a colheita, enterrando-as, para interromper o ciclo do desenvolvimento do bicudo.<span id="more-149"></span></p>
<p><a title="Algodão Colorido" rel="lightbox[pics149]" href="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-4.jpg"><img class="attachment wp-att-141" src="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-4.jpg" alt="Algodão Colorido" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O ensaio de cultivo do algodão colorido no oeste baiano está sendo feito pela EBDA, sob a gerência de Carlos Augusto Araújo, que se interessou pelo tema, em vista de haver no quadro do órgão, em Barreiras, o engenheiro agrônomo João Batista dos Santos, paraibano, entusiasta e conhecedor das técnicas de manejo do algodão colorido. Em 2007 este elaborou, através da EBDA, um projeto dirigido ao FUDEAGRO (Fundo para o desenvolvimento do agronegócio do algodão no Oeste Baiano), que foi aprovado: &#8220;Incentivo à introdução do algodão colorido na agricultura familiar no Oeste Baiano&#8221;.</p>
<p>Com os recursos do FUNDEAGRO e as sementes obtidas através da EMBRAPA Algodão, da Paraíba, iniciaram o experimento em três municípios: Angical, Baianópolis e Wanderley, utilizando dois tipos: BRS Safira, de cor marron escuro avermelhado e BRS verde. Em fase final, o ensaio de Angical produziu uma média de 1.250 Kg por hectare, podendo ainda, segundo o Dr. João Batista, chegar a uma produção bem maior com desenvolvimento sustentável. Diante do êxito do ensaio, o gerente Carlos Augusto, da EBDA, pretende aumentar o plantio para mais cinco municípios do oeste baiano, área que tem tradição em algodão.</p>
<p><a title="Algodão Colorido" rel="lightbox[pics149]" href="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-5.jpg"><img class="attachment wp-att-142" src="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-5.jpg" alt="Algodão Colorido" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A pluma colorida de que breve será feita a colheita vai ser doada para entidades de artesanato, e as sementes continuarão a vir da Embrapa Algodão, da Paraíba.</p>
<p>Obter a geração de emprego e renda para o agricultor familiar e, ao mesmo tempo, investir na sustentabilidade do planeta são metas necessárias ao grave momento que a humanidade atravessa hoje, sendo que o algodão colorido, especialmente o de cultura orgânica, atende aos dois ideais.</p>

<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido/' title='Algodão Colorido'><img width="112" height="150" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-1.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-2/' title='algodao-colorido-2'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-2.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="algodao-colorido-2" title="algodao-colorido-2" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-3/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-3.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-4/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-4.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-5/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-5.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-6/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-018.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-7/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-015.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-8/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-013.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-9/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-009.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-10/' title='Algodão Colorido'><img width="112" height="150" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-angical-ba-005.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>
<a href='http://www.historiadebarreiras.com/agricultura/algodao-colorido-no-oeste-da-bahia/attachment/algodao-colorido-11/' title='Algodão Colorido'><img width="150" height="112" src="http://www.historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/08/algodao-colorido-132.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Algodão Colorido" title="Algodão Colorido" /></a>

<p>Saiba mais:</p>
<ul>
<li>
<h3 class="r"><a class="l" onmousedown="return rwt(this,'','','res','1','AFQjCNFXWsBfXglLRIkxUfTsszu7_5BFtA','&amp;sig2=HNdTySBKfp3xXYT5GXPvaw')" href="http://www.ebda.ba.gov.br/"><em><em>EBDA</em></em></a></h3>
</li>
<li>
<h3 class="r"><a class="l" onmousedown="return rwt(this,'','','res','3','AFQjCNFOdriJQgxsQH69KL976uYNw3xn_A','&amp;sig2=AH2L6YsOS3akLzqVk9wGcQ')" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bicudo-do-algodoeiro"><em>Bicudo</em>-do-algodoeiro (Wikipédia)</a></h3>
</li>
<li>
<h3 class="r"><a class="l" onmousedown="return rwt(this,'','','res','1','AFQjCNG7ZxjxXZR2tkmB-P17eiHcDjRjWA','&amp;sig2=TIyZ0SK4lZ80W47OHr40ZA')" href="http://www.cnpa.embrapa.br/"><em><em>Embrapa Algodão</em></em></a></h3>
</li>
<li>
<h3 class="r"><a class="l" onmousedown="return rwt(this,'','','res','4','AFQjCNGj3LdCJWY31L6HnIkOMcE0gehicA','&amp;sig2=JfuYLYQb8IbQQ1UretoUeA')" href="http://www.culturasregionais.ufba.br/Apostila%20Culturas%20-%20algod%C3%A3o%2026p.1.doc">AGR 207 &#8211; Culturas Regionais</a></h3>
</li>
</ul>
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		<title>Oeste baiano busca a liderança em algodão</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 20:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Algodão]]></category>
		<category><![CDATA[Oeste]]></category>

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		<description><![CDATA[Mônica Scaramuzzo, De São Paulo 23/06/2008 Dez anos após consolidar sua retomada no Estado do Mato Grosso, a cultura do algodão começa a se &#8220;movimentar&#8221; para o outro lado do cerrado, mais precisamente para o oeste baiano. Depois de viver seu auge nos anos de 1970 e 1980 na região Sudeste do país, o plantio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="Autor">Mônica Scaramuzzo, De São Paulo<br />
23/06/2008</div>
<p>Dez anos após consolidar sua retomada no Estado do Mato Grosso, a cultura do algodão começa a se &#8220;movimentar&#8221; para o outro lado do cerrado, mais precisamente para o oeste baiano. Depois de viver seu auge nos anos de 1970 e 1980 na região Sudeste do país, o plantio de algodão definhou, massacrado pela concorrência dos fios sintéticos importados.</p>
<p>Com clima propício para a expansão da cultura, o oeste baiano tornou-se rapidamente o segundo maior produtor do país, atrás do Mato Grosso, Estado onde o algodão refloresceu e tornou-se referência de qualidade no mercado internacional.</p>
<p>&#8220;Temos um forte pólo consumidor aqui no Nordeste e infra-estrutura logística para escoamento para os portos e a região Sudeste&#8221;, diz João Carlos Jacobsen Rodrigues, presidente da Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia).<span id="more-127"></span></p>
<p>Foi a partir do fim dos anos de 1990 que a cultura do algodão voltou a ganhar força no país, impulsionada por pesados investimentos em áreas no Mato Grosso. Tradicionais produtores de soja do Centro-Oeste abriram áreas para o algodão, fizeram aportes em beneficiadoras e máquinas, colocando o produto brasileiro na rota internacional. O Brasil saiu da condição de importador para o quarto maior exportador mundial.</p>
<p>Mas os altos custos de produção, cerca US$ 2.600 por hectare &#8211; três vezes mais que o da soja &#8211; por conta do peso maior dos insumos para combater pragas, como o bicudo, por exemplo, têm desestimulado parte do produtores do Mato Grosso num momento de melhor rentabilidade do milho e da soja. No oeste baiano, os custos são até 20% mais baixos que no Mato Grosso.</p>
<p>Maior produtor de algodão do Brasil, o Mato Grosso responde por 51% da oferta nacional. A Bahia tem uma fatia de 30% &#8211; há cinco anos respondia por 10%. Analistas ouvidos pelo Valor acreditam que o Mato Grosso não terá mais avanços expressivos, e a área de algodão poderá recuar um pouco no Estado. Já na Bahia, a cultura deve ganhar terreno.</p>
<p>Segundo Décio Tocantins, diretor da Ampa (Associação dos Produtores de Algodão do Mato Grosso), os produtores do Mato Grosso não vão abandonar o algodão, com exceção dos de pequeno e médio portes, sem infra-estrutura para o beneficiamento da pluma. &#8220;Não há hoje uma disposição dos grandes produtores em fazer novos investimentos no algodão. Muitos vão manter a área porque têm compromissos de exportação fechados para os próximos anos e já fizeram aportes na região.&#8221;</p>
<p>A tendência no momento, considerando os preços mais atrativos dos grãos, é de que a área para algodão no Mato Grosso se mantenha ou recue. No oeste da Bahia, única região com crescimento expressivo de plantio &#8211; taxas médias de 10% a 15% nos últimos três anos &#8211; a tendência é de avanço. Por conta do clima, o algodão baiano também é considerado de melhor qualidade, com fibras mais claras. No mercado internacional, os preços do algodão estão 27,8% valorizados nos últimos 12 meses.</p>
<p>Na safra 1997/98, quando o Mato Grosso começou a investir na cultura, a produção era de 94 mil toneladas. Para esta safra, a colheita está estimada em quase 800 mil toneladas. Há dez anos, a produção na Bahia era de 13 mil toneladas. E só começou a ganhar impulso a partir da safra 2002/03, quando tinha uma produção de 114 mil toneladas. Para esta safra, colherá cerca de 480 mil toneladas.</p>
<p>Com forte pólo consumidor têxtil no Nordeste, que absorve cerca de 300 mil toneladas de pluma por ano, os produtores do oeste baiano têm suas dívidas atreladas ao dólar, que está em desvalorização, observa Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).</p>
<p>O oeste da Bahia também tem tradição em soja, mas fica em desvantagem por estar longe das esmagadoras. A situação é oposta no Mato Grosso, que concentra boa parte das processadoras do grão. No caso do algodão, contudo, o pólo têxtil está instalado, no Sul, Sudeste e Nordeste do país.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/Oeste+baiano+busca+a+lideranca+em++algodao+,,,62,4998576.html">Valor Online</a></p>
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		<item>
		<title>Produtores querem industrialização na região</title>
		<link>http://www.historiadebarreiras.com/economia/produtores-querem-industrializacao-na-regiao/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias atuais]]></category>

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		<description><![CDATA[Os produtores do oeste baiano julgam que a primeira fase, a de produção de grãos, está bem encaminhada na região. Agora, querem partir para a segunda: a da industrialização. &#8220;Não queremos mais mandar nossos produtos para fora&#8221;, diz Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba (associação de produtores da região). A industrialização abre o leque de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os produtores do oeste baiano julgam que a primeira fase, a de produção de  grãos, está bem encaminhada na região. Agora, querem partir para a segunda: a da  industrialização.</p>
<p>&#8220;Não queremos mais mandar nossos produtos para fora&#8221;, diz  Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba (associação de produtores da  região).</p>
<p>A industrialização abre o leque de opções de venda e os produtores  não ficam apenas nas mãos das tradings. &#8220;A concorrência aumenta e melhora a  remuneração&#8221;, diz Santa Cruz.</p>
<p>Para efetivar essa industrialização, foi criado  o Centro Industrial do Cerrado, com 500 hectares, em Luís Eduardo Magalhães  (LEM). Entre as empresas que estarão nesse centro está a pernambucana Mauricéa,  que constrói um frigorífico de aves e uma indústria de ração; na  industrialização de milho para consumo humano estarão a Coringa e a São  Braz.<span id="more-125"></span></p>
<p>Outro grupo que passará a operar em LEM é a processadora de grãos  Bioclean Energy. Sérgio Iunis, presidente da empresa, diz que há bons motivos  para estar na região. Além da crescente oferta de grãos, a área está longe da  Amazônia e do Pantanal, regiões que estão na mira dos europeus.</p>
<p>Alguns  produtores farão a industrialização na propriedade. É o caso da Multigrain,  associada à norte-americana CHS e à japonesa Mitsui, que faz investimentos de R$  700 milhões no município de São Desidério.</p>
<p>O grupo vai implantar uma unidade  processadora de algodão, uma usina de biodiesel, outra de álcool e uma unidade  de armazenagem.</p>
<p>A unidade de algodão está sendo construída em tempo recorde e  será a maior da América Latina. Os investimentos atingem US$ 20 milhões só em  equipamentos, diz Luiz Carlos Rodrigues, da Busa, empresa responsável pela  montagem.</p>
<p>Já a Sykué Bioenergya, com área de 11 mil hectares em São  Desidério, produzirá energia de capim-elefante. Na primeira fase, a empresa  utilizará 5.000 hectares. Luiz Felipe D&#8217;Ávila, sócio-diretor, diz que 90% da  produção já foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar.</p>
<p>No setor de café, a  fazenda Santa Colomba implanta 6.000 hectares com irrigação. Inicialmente serão  15 pivôs, chegando a 60 no final do projeto.</p>
<p>A região deve receber, ainda,  investimentos nas áreas têxtil e de leite, vindo de grupos portugueses,  holandeses e dos Estados Unidos. <span><strong>(MZ)</strong></span></p>
<p>fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1506200814.htm" target="_blank">Jornal Folha  de São Paulo, 15/6/2008</a></p>
<p>Leia também:</p>
<ul>
<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/economia/agronegocio-oeste-bahia">Agronegócio atrai R$ 1,5 bi ao oeste da BA</a></li>
<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/economia/produtores-querem-industrializacao-na-regiao">Produtores querem industrialização na região</a></li>
<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/uncategorized/boom-concentra-riqueza-e-leva-empresarios-a-politica">Boom concentra riqueza e leva empresários à política</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Agronegócio atrai R$ 1,5 bi ao oeste da BA</title>
		<link>http://www.historiadebarreiras.com/economia/agronegocio-oeste-bahia/</link>
		<comments>http://www.historiadebarreiras.com/economia/agronegocio-oeste-bahia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias atuais]]></category>

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		<description><![CDATA[Empresas estrangeiras já têm 20% da área plantada e disputam mercado com grandes grupos produtores nacionais Investidores nacionais e estrangeiros já ocupam 1,7 mi de hectares com o plantio de grãos na região; outros 5 mi são disputados Plantações irrigadas no oeste da Bahia; cada círculo tem circunferência de 3,6 km e é atendido por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empresas estrangeiras já têm 20% da área plantada e disputam mercado com  grandes grupos produtores nacionais</strong></p>
<p><strong>Investidores nacionais e  estrangeiros já ocupam 1,7 mi de hectares com o plantio de grãos na região;  outros 5 mi são disputados</strong></p>
<p><a href="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/06/pivotcentral.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124" title="pivotcentral" src="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/06/pivotcentral-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p><span><em>Plantações  irrigadas no oeste da Bahia; cada círculo tem circunferência de 3,6 km e é  atendido por sistemas que custam R$ 400 mil cada um para suprir uma área  equivalente a cerca de 100 hectares de terra </em></span></p>
<p>Demanda mundial aquecida, disponibilidade de terra e boas  condições de produção colocaram, em definitivo, o oeste baiano na mira de  investidores nacionais e estrangeiros.</p>
<p>Na semana passada, a SLC Agrícola, uma  das maiores produtoras de grãos do Brasil, fincou ainda mais os pés na região e  vai plantar 75 mil hectares.</p>
<p>Ao mesmo tempo, circulava pela região um grupo  de irlandeses em busca de bons negócios. Eles foram precedidos, dias antes, por  50 representantes de bancos estrangeiros. A presença de estrangeiros,  responsáveis por 20% da área plantada na região, é constante.</p>
<p>A região, que  há duas décadas tinha apenas 180 mil hectares de terra destinados à produção de  grãos, soma agora 1,7 milhão de hectares. E deve crescer ainda mais. As  previsões indicam área ainda disponível de 5 milhões de hectares para  grãos.</p>
<p>O avanço da agricultura atrai empresas, que estão fazendo  investimentos de R$ 1,5 bilhão. Esses investimentos vão desde o processamento de  matéria-prima à produção de energia proveniente de biomassa. O agronegócio dá  impulso à economia e já é responsável pelo movimento de R$ 5 bilhões por ano -o  dobro de há três anos.<span id="more-123"></span></p>
<p>A região atrai, ainda, a atenção de bancos  estrangeiros, que financiam os produtores dentro da porteira. Esses produtores  são escolhidos pelos próprios bancos, que garantem crédito mais acessível aos  agricultores de menor risco.</p>
<p>A produção de grãos na região exige tecnologia e  capital. Grande parte do plantio é feita por meio de irrigação e a montagem de  um pivô custa cerca de R$ 400 mil. Se for preciso perfurar um poço artesiano, os  investimentos podem somar outros R$ 400 mil. É uma produção bastante  concentrada.</p>
<p>Embora ausente da região, João Lopes Araújo, produtor de café,  afirma que chuvas bem distribuídas durante o ano e áreas mecanizáveis são os  pontos altos.</p>
<p>A recente Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães  (LEM), mostrou a força do agronegócio, quando houve volume recorde de vendas de  máquinas -os negócios somaram R$ 250 milhões.<br />
Apesar da presença de grandes  grupos, o secretário de Agricultura de LEM, Eduardo Yamashita, diz que o  município abriga um dos maiores assentamentos do país, parceria entre prefeitura  e Incra -são 350 famílias em 12,5 mil  hectares.</p>
<p><strong>Diversidade</strong><br />
Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba  (associação de produtores), diz que uma das vantagens da região é a diversidade  de culturas -café, algodão, soja, milho e frutas. A cana deve chegar em breve.  &#8220;Primeiro estamos desenvolvendo as variedades adaptáveis à região; depois virão  as usinas.&#8221;</p>
<p>A diversidade atrai as indústrias. Décio Alves Barreto Jr.,  presidente da Icofort, que está montando uma unidade no Centro Industrial do  Cerrado de LEM, diz que o potencial da região é crescente. Por isso, a empresa  optou por estar mais perto dessas fontes produtoras. &#8220;Com isso, diminuímos  nossos custos e ficamos mais perto dos mercados de Tocantins, Goiás e Minas&#8221;,  acrescenta.</p>
<p>Essa diversidade encantou os irlandeses. Após visitar outras  regiões no país, eles optaram pelo oeste baiano. Preços elevados de terras na  Europa, ausência de novas áreas para expansão do plantio e subsídios menores por  lá estão trazendo os europeus para o Brasil, avalia Peter O&#8217;Neill, da Links  Between Brazil &amp; Ireland.</p>
<p>Apesar desses atrativos da região, Walter  Horita, um dos principais produtores de algodão do país, diz que &#8220;o agricultor  tem de saber produzir&#8221;. Segundo ele, &#8220;não existe formato de mercado que compense  a incompetência na produção&#8221;.</p>
<p>Mas não basta ser bom só dentro da porteira  porque as relações de mercado estão mudando. Um dos focos de preocupação são os  fundos especulativos que fizeram com que as Bolsas deixem de ser parâmetro para  vendas futuras.</p>
<p>fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1506200814.htm" target="_blank">Jornal Folha  de São Paulo, 15/6/2008</a></p>
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