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	<title>História de Barreiras &#187; Economia</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>Produtores querem industrialização na região</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Os produtores do oeste baiano julgam que a primeira fase, a de produção de grãos, está bem encaminhada na região. Agora, querem partir para a segunda: a da industrialização. &#8220;Não queremos mais mandar nossos produtos para fora&#8221;, diz Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba (associação de produtores da região). A industrialização abre o leque de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os produtores do oeste baiano julgam que a primeira fase, a de produção de  grãos, está bem encaminhada na região. Agora, querem partir para a segunda: a da  industrialização.</p>
<p>&#8220;Não queremos mais mandar nossos produtos para fora&#8221;, diz  Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba (associação de produtores da  região).</p>
<p>A industrialização abre o leque de opções de venda e os produtores  não ficam apenas nas mãos das tradings. &#8220;A concorrência aumenta e melhora a  remuneração&#8221;, diz Santa Cruz.</p>
<p>Para efetivar essa industrialização, foi criado  o Centro Industrial do Cerrado, com 500 hectares, em Luís Eduardo Magalhães  (LEM). Entre as empresas que estarão nesse centro está a pernambucana Mauricéa,  que constrói um frigorífico de aves e uma indústria de ração; na  industrialização de milho para consumo humano estarão a Coringa e a São  Braz.<span id="more-125"></span></p>
<p>Outro grupo que passará a operar em LEM é a processadora de grãos  Bioclean Energy. Sérgio Iunis, presidente da empresa, diz que há bons motivos  para estar na região. Além da crescente oferta de grãos, a área está longe da  Amazônia e do Pantanal, regiões que estão na mira dos europeus.</p>
<p>Alguns  produtores farão a industrialização na propriedade. É o caso da Multigrain,  associada à norte-americana CHS e à japonesa Mitsui, que faz investimentos de R$  700 milhões no município de São Desidério.</p>
<p>O grupo vai implantar uma unidade  processadora de algodão, uma usina de biodiesel, outra de álcool e uma unidade  de armazenagem.</p>
<p>A unidade de algodão está sendo construída em tempo recorde e  será a maior da América Latina. Os investimentos atingem US$ 20 milhões só em  equipamentos, diz Luiz Carlos Rodrigues, da Busa, empresa responsável pela  montagem.</p>
<p>Já a Sykué Bioenergya, com área de 11 mil hectares em São  Desidério, produzirá energia de capim-elefante. Na primeira fase, a empresa  utilizará 5.000 hectares. Luiz Felipe D&#8217;Ávila, sócio-diretor, diz que 90% da  produção já foi adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar.</p>
<p>No setor de café, a  fazenda Santa Colomba implanta 6.000 hectares com irrigação. Inicialmente serão  15 pivôs, chegando a 60 no final do projeto.</p>
<p>A região deve receber, ainda,  investimentos nas áreas têxtil e de leite, vindo de grupos portugueses,  holandeses e dos Estados Unidos. <span><strong>(MZ)</strong></span></p>
<p>fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1506200814.htm" target="_blank">Jornal Folha  de São Paulo, 15/6/2008</a></p>
<p>Leia também:</p>
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<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/economia/agronegocio-oeste-bahia">Agronegócio atrai R$ 1,5 bi ao oeste da BA</a></li>
<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/economia/produtores-querem-industrializacao-na-regiao">Produtores querem industrialização na região</a></li>
<li> <a rel="bookmark" href="http://historiadebarreiras.com/uncategorized/boom-concentra-riqueza-e-leva-empresarios-a-politica">Boom concentra riqueza e leva empresários à política</a></li>
</ul>
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		<title>Agronegócio atrai R$ 1,5 bi ao oeste da BA</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias atuais]]></category>

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		<description><![CDATA[Empresas estrangeiras já têm 20% da área plantada e disputam mercado com grandes grupos produtores nacionais Investidores nacionais e estrangeiros já ocupam 1,7 mi de hectares com o plantio de grãos na região; outros 5 mi são disputados Plantações irrigadas no oeste da Bahia; cada círculo tem circunferência de 3,6 km e é atendido por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Empresas estrangeiras já têm 20% da área plantada e disputam mercado com  grandes grupos produtores nacionais</strong></p>
<p><strong>Investidores nacionais e  estrangeiros já ocupam 1,7 mi de hectares com o plantio de grãos na região;  outros 5 mi são disputados</strong></p>
<p><a href="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/06/pivotcentral.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124" title="pivotcentral" src="http://historiadebarreiras.com/wp-content/uploads/2008/06/pivotcentral-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
<p><span><em>Plantações  irrigadas no oeste da Bahia; cada círculo tem circunferência de 3,6 km e é  atendido por sistemas que custam R$ 400 mil cada um para suprir uma área  equivalente a cerca de 100 hectares de terra </em></span></p>
<p>Demanda mundial aquecida, disponibilidade de terra e boas  condições de produção colocaram, em definitivo, o oeste baiano na mira de  investidores nacionais e estrangeiros.</p>
<p>Na semana passada, a SLC Agrícola, uma  das maiores produtoras de grãos do Brasil, fincou ainda mais os pés na região e  vai plantar 75 mil hectares.</p>
<p>Ao mesmo tempo, circulava pela região um grupo  de irlandeses em busca de bons negócios. Eles foram precedidos, dias antes, por  50 representantes de bancos estrangeiros. A presença de estrangeiros,  responsáveis por 20% da área plantada na região, é constante.</p>
<p>A região, que  há duas décadas tinha apenas 180 mil hectares de terra destinados à produção de  grãos, soma agora 1,7 milhão de hectares. E deve crescer ainda mais. As  previsões indicam área ainda disponível de 5 milhões de hectares para  grãos.</p>
<p>O avanço da agricultura atrai empresas, que estão fazendo  investimentos de R$ 1,5 bilhão. Esses investimentos vão desde o processamento de  matéria-prima à produção de energia proveniente de biomassa. O agronegócio dá  impulso à economia e já é responsável pelo movimento de R$ 5 bilhões por ano -o  dobro de há três anos.<span id="more-123"></span></p>
<p>A região atrai, ainda, a atenção de bancos  estrangeiros, que financiam os produtores dentro da porteira. Esses produtores  são escolhidos pelos próprios bancos, que garantem crédito mais acessível aos  agricultores de menor risco.</p>
<p>A produção de grãos na região exige tecnologia e  capital. Grande parte do plantio é feita por meio de irrigação e a montagem de  um pivô custa cerca de R$ 400 mil. Se for preciso perfurar um poço artesiano, os  investimentos podem somar outros R$ 400 mil. É uma produção bastante  concentrada.</p>
<p>Embora ausente da região, João Lopes Araújo, produtor de café,  afirma que chuvas bem distribuídas durante o ano e áreas mecanizáveis são os  pontos altos.</p>
<p>A recente Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães  (LEM), mostrou a força do agronegócio, quando houve volume recorde de vendas de  máquinas -os negócios somaram R$ 250 milhões.<br />
Apesar da presença de grandes  grupos, o secretário de Agricultura de LEM, Eduardo Yamashita, diz que o  município abriga um dos maiores assentamentos do país, parceria entre prefeitura  e Incra -são 350 famílias em 12,5 mil  hectares.</p>
<p><strong>Diversidade</strong><br />
Humberto Santa Cruz, presidente da Aiba  (associação de produtores), diz que uma das vantagens da região é a diversidade  de culturas -café, algodão, soja, milho e frutas. A cana deve chegar em breve.  &#8220;Primeiro estamos desenvolvendo as variedades adaptáveis à região; depois virão  as usinas.&#8221;</p>
<p>A diversidade atrai as indústrias. Décio Alves Barreto Jr.,  presidente da Icofort, que está montando uma unidade no Centro Industrial do  Cerrado de LEM, diz que o potencial da região é crescente. Por isso, a empresa  optou por estar mais perto dessas fontes produtoras. &#8220;Com isso, diminuímos  nossos custos e ficamos mais perto dos mercados de Tocantins, Goiás e Minas&#8221;,  acrescenta.</p>
<p>Essa diversidade encantou os irlandeses. Após visitar outras  regiões no país, eles optaram pelo oeste baiano. Preços elevados de terras na  Europa, ausência de novas áreas para expansão do plantio e subsídios menores por  lá estão trazendo os europeus para o Brasil, avalia Peter O&#8217;Neill, da Links  Between Brazil &amp; Ireland.</p>
<p>Apesar desses atrativos da região, Walter  Horita, um dos principais produtores de algodão do país, diz que &#8220;o agricultor  tem de saber produzir&#8221;. Segundo ele, &#8220;não existe formato de mercado que compense  a incompetência na produção&#8221;.</p>
<p>Mas não basta ser bom só dentro da porteira  porque as relações de mercado estão mudando. Um dos focos de preocupação são os  fundos especulativos que fizeram com que as Bolsas deixem de ser parâmetro para  vendas futuras.</p>
<p>fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1506200814.htm" target="_blank">Jornal Folha  de São Paulo, 15/6/2008</a></p>
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