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	<title>História de Barreiras &#187; Mulheres</title>
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	<description>por Ignez Pitta</description>
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		<title>Mulheres notáveis de Barreiras</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 01:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ignez Pitta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personagens Barreirenses]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando da fundação de Barreiras, veio para aqui <strong>D. Feliciana de Carvalho</strong>, com os filhos <strong>Antônio Balbino de Carvalho</strong>, Emigdio e vários outros. Ela já era viúva, possuía recursos, inclusive uma barca. Estabeleceu seu comércio onde é hoje a agência do Bradesco, na Praça da Alimentação, com o nome de <strong>Bazar 65</strong>. Administrava a loja, enquanto os filhos compravam os produtos naturais daqui, como borracha de mangabeira, feijão, farinha de mandioca, carne seca, açúcar, rapadura, cachaça etc e ainda ouro de Goiás e iam levá-los, na barca, até Juazeiro, de onde traziam os produtos industrializados, que eram vendidos na loja. Adquiriu fazendas, que também administrava com os filhos. Foi avó do Dr. Antônio Balbino de Carvalho Filho, Governador da Bahia no final da década de 1950. Foi a tetravó da Profa. Tsilla Balbino, proprietária e administradora da Rádio Barreiras.</p>
<p><strong>D. Feliciana de Carvalho</strong> está sepultada no cemitério São João Batista, em Barreiras, e há poucos meses, a viúva de seu neto, Dr. Orlando de Carvalho, outra grande mulher em seu amor por Barreiras, <strong>D. </strong><strong>Zezete Lavrille de Carvalho</strong>, sentindo a morte aproximar-se, pediu para ser enterrada na tumba de D. Feliciana, sendo atendida.</p>
<p><span id="more-381"></span>D. Zezete era francesa, mas amava Barreiras profundamente, tanto que doou para nossa cidade as mais importantes peças que estão no Museu Municipal. Seu último ato em relação a nossa terra foi autorizar a utilização, para lançamento de um selo de correio, de uma significativa foto do Dr. Geraldo Rocha (marido de sua tia Madame Jeanne), que havia doado ao Museu Municipal. Embora não tivesse atuação pública ou comercial, D. Zezete foi grande em sua generosidade e amor por Barreiras.</p>
<p><strong>D. Aurelina Barros </strong>-Empresária &#8211; Chegou com o marido, Bartolomeu Barros, no início do Século XX, estabelecendo loja e fazenda de gado em Barreiras. Com a morte precoce do marido, passou a administrar com sucesso os negócios, conseguindo formar todos os filhos, entre os quais se destaca a <strong>Profa. Alda Barros</strong>, grande educadora barreirense.</p>
<p><strong>Profa. Guiomar Porto</strong> &#8211; Chegou como Professora a Barreiras em 1914 e teve uma longa vida de dedicação ao magistério.</p>
<p><strong>Profa. Renilde Dias</strong> -Foi a primeira Vereadora de Barreiras, eleita na década de 1940.<br />
D. Antusa Silva &#8211; faramacêutica &#8211; primeira mulher barreirense a se formar em universidade. Trabalhou muitos anos em Barreiras.</p>
<p><strong>Dra. Arline Ami Dias Lima</strong> &#8211; primeira médica filha de Barreiras</p>
<p><strong>Dra. Angélica Azevedo</strong> &#8211; segunda médica filha de Barreiras</p>
<p><strong>Dra. Maria Ignez Nunes Pitta</strong> &#8211; primeira psicóloga filha de Barreiras, onde trabalha até hoje, na DIRES.</p>
<p><strong>D. Heloísa Pamplona (D. Iazinha) </strong>- Professora de música desde a década de 1940 no Colégio Padre Vieira, organista da Catedral, professora particular de música</p>
<p><strong>D. Jovelina Carvalho Azevedo ( Profa. Juvinha) </strong>- Foi professora do Aprendizado Agrícola, na década de 1920, fundou a escola particular Santa Inês, que funcionou até a década de 1950.</p>
<p><strong>D. Lídia Batista</strong> &#8211; Manteve uma loja em Barreiras, o Armarinho Lídia, durante décadas e hoje, aposentada, ainda vive entre nós.</p>
<p><strong>D. Marcela Cardoso </strong>- Destacava-se pela religiosidade e dedicação ao próximo. Na década de1950, promoveu uma grande reforma na Igreja de São João Batista.</p>
<p><strong>D. Jael</strong> &#8211; Fundou, na década de 1940, a Associação de Proteção às Crianças Pobres, primeira ONG de Barreiras, que até hoje mantém a Creche, na direção da qual destacou-se <strong>D. Clarice Borges</strong>.</p>
<p><strong>D. Judith Nunes Pitta</strong>, esposa de Edgar Pitta, chegou a Barreiras na década de 40. Artista e modista, ensinou muitas jovens a costurar, atividade importantíssima naquela época, quando não existiam roupas prontas à venda. Liderou um grupo de senhoras que trabalharam por quase 30 anos arrecadando fundos para a criação da paróquia de Barreiras, o que se realizou no início da década de 1970.</p>
<p><strong>Profa. Sueli Ramalho</strong> &#8211; Pioneira ao pesquisar a história de Barreiras, escreveu e lançou em 1988 o livro &#8220;Simplesmente Barreiras&#8221;, primeira obra escrita sobre  história de nossa cidade.</p>
<p><strong>Profa. Cleonice Lopes</strong> &#8211; Neta de um dos fundadores de Barreiras, foi grande educadora, sendo homenageada com o seu nome dado a uma escola.</p>
<p><strong>As parteiras</strong> &#8211; Até o fim da década de 1950 não existia hospital em Barreiras e os bebês nasciam pelas mãos das parteiras, dentre as quais destacamos: <strong>D. Benedita Silveira</strong>, <strong>Mãe Benzinha</strong> e <strong>Mãe Beré</strong> (D. Berenice Marques), que prestaram serviço de inestimável valor, devido à sua experiência e sábios conhecimentos para auxiliar as mulheres na hora do parto. A rua que tem o nome de Bendita Silveira tornou-se a mais importante avenida de Barreiras.</p>
<p><strong>D. Maria</strong>, esposa do ex-Prefeito Baltazarino Araújo Andrade, a segunda farmacêutica diplomada a trabalhar em Barreiras, o que fez com extrema responsabilidade e dedicação por muitos anos.</p>
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